quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Reinício do processo federal

Boa notícia para quem pretende participar do processo de imigração federal! Foi anunciado hoje que o programa de imigração para trabalhadores qualificados voltará a partir de 04 de maio de 2013. 

Uma das modificações que vão valer a partir dessa retomada da aceitação dos pedidos de imigração está relacionada ao critério domínio linguístico. A partir de maio, este será o critério mais importante do processo seletivo, e contará com um nível mínimo para aceitação. Os candidatos mais jovens também serão privilegiados, pois, segundo o entendimento do Ministério da Cidadania e Imigração, possuem maior facilidade para se adaptar e poderão contribuir por mais tempo para o mercado de trabalho canadense.

Enfim, essas e outras informações podem ser encontradas no link abaixo (em francês):

http://www.cic.gc.ca/francais/ministere/media/communiques/2012/2012-12-19.asp

Bonne chance!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Boas notícias para participantes do Canadian Experience Class!

Para quem participa ou está pensando em participar do programa de imigração por meio do Canadian Experience Class, uma boa notícia! O ministro da Cidadania, Imigração e Multiculturalismo anunciou ontem que o país pretende reduzir o tempo exigido de experiência profissional em terras canadenses de 24 para 12 meses!

Ou seja, se você estiver no Canadá há pelo menos um ano trabalhando, dentre outros requisitos, poderá dar entrada no pedido de imigração. Mais detalhes clicando aqui.

Isso confirma a tendência de priorizar quem já está trabalhando no Canadá e que já tem um bom domínio do(s) idiom(a) do país. Na minha opinião, nos próximos anos a coisa deve ficar mais difícil para quem toda a "massa" que não se enquadrar em determinadas profissões e tiver nível muito básico nos idiomas. O tempo das vacas gordas e do chá com bolachas nas entrevistas parece já ter passado.

Bonne chance!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

E lá vem mais saga...



É, gente, notícias nada boas para quem ainda está esperando...

Foi divulgada a lista de missões para a entrevista, período de novembro de 2012 a março de 2013. E adivinhem? Nada de missão aqui no Brasil fora a que já está rolando agora neste fim de ano. Ou seja: se você queria tempo pra melhorar seu francês, agora tem aos montes.

Agora é torcer para que retifiquem essa lista e incluam o Brasil no início do ano que vem, ou role uma missão no meio do ano. Porque esperar até o fim do ano que vem vai ser dose...

Segue o link:
http://www.immigration-quebec.gouv.qc.ca/publications/fr/divers/Programmation-missions-travailleurs-lieu.pdf

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

De Volta! Um Resumo dos Últimos Meses

Nem acredito que estou, finalmente, com tempo para escrever de novo aqui! Os últimos meses foram bastante corridos, e eu já, já faço um passeio guiado, mas, antes de mais nada, quero parabenizar todo mundo que foi chamado para a entrevista e conseguiu o CSQ, em especial o pessoal do Diário Canadá Brasil, que amargou quase um ano e meio só para fazer a entrevista! Parabéns a todos!

Bom, eu torci para ser chamado, mas, com alguns detalhes que apareciam aqui e ali, comecei a achar que seria realmente difícil ser convocado este ano. Quando vi que mesmo gente com profissão prioritária estava demorando a receber a convocação, achei que seria difícil, ainda mais pelo fato de o meu processo ter sido aberto em novembro do ano passado. Com certeza, um dos últimos a ser acolhido dentro das regras antigas, que não exigem testes oficiais para contagem de pontos relativos ao idioma.

Enfim, eu havia programado férias para outubro, pensando justamente que, se fosse convocado, seria novembro ou dezembro. Então viajei, todo pimpão, e, claro, foi justamente nessa época que o Escritório de Imigração do Québec entrou em contato. Enviaram um e-mail solicitando atualização de alguns documentos (como a declaração do meu empregador atual, imposto de renda deste ano e algumas outras coisas) e me deram um prazo de vinte dias para responder. Eu demorei a ver esse e-mail por estar de férias, mas, graças a Deus, consegui ver a tempo. Só que demorou um tanto pra eu poder mandar tudo de fato, já que estava viajando e a comunicação era reduzida. Quando voltei, agilizei tudo que estava faltando e mandei tudo por e-mail, conforme pedido, faltando uma semana para o fim do prazo.

Fiquei numa agonia só, sem saber se haviam recebido ou não. Mesmo tendo solicitado confirmação de recebimento, eu tinha ciência de que o escritório de imigração não costuma responder e-mails assim com tanta frequência. No último dia do prazo, reenviei o e-mail que havia mandado antes, por garantia. Quase uma semana depois, confirmaram o recebimento dos dois e-mails, informaram que estava tudo certo e que eu estava na lista de espera para a entrevista. Isso já foi em novembro, e ali eu tive quase certeza de que não seria chamado este ano.

Ainda fiquei ansioso por mais uma semana e meia, mas depois aceitei que não ia ser dessa vez. Por um lado, tudo bem: eu não ia ter custo de deslocamento para o Rio ou para Salvador (locais de entrevista desta rodada), numa época em que alguns problemas pessoais, mais o período extremamente tumultuado no trabalho, somados aos gastos das férias, exigiram minha atenção; teria mais tempo para me dedicar ao francês, já que, por esses mesmos motivos, dei uma desacelerada; e poderia montar meu dossiê com mais capricho, por ter mais tempo. Por outro lado, é mais um tempo sem saber o desfecho dessa história, e mais um atraso para a próxima etapa, que a gente sabe ser demorada por natureza.

Então, embora um pouco chateado por não ter sido entrevistado logo agora, acho que foi melhor para dar tempo de me preparar melhor. Com a virada do ano, o trabalho vai estar mais tranquilo, poderei me dedicar mesmo ao francês e concentrar a minha atenção toda na entrevista, que, se os boatos se confirmarem, deve ocorrer em março ou abril de 2013. Enquanto isso, vou acompanhando os amigos virtuais que já conseguiram o CSQ e estão na etapa federal! Tudo vai dar certo para todos!

Bonne chane à tous!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Primeiros convocados com data!

Gente, ando meio enrolado, mas vim aqui rapidinho só pra dizer que algumas pessoas já confirmaram que receberam e-mail marcando a entrevista para o dia 08/11! Uma novidade é que, aparentemente, as entrevistas que ocorreriam em São Paulo terão lugar no Rio de Janeiro, visto que o Escritório de Imigração em São Paulo está passando por uma reforma. Não sei dizer se isso vai valer pra todo mundo que mora para as bandas de cá (Centro-Oeste, Sul e Sudeste) ou se dividirão entre São Paulo e Rio. Vamos ter que aguardar.

Continuem atentos ao e-mail, principalmente à caixa de spam!!

Bonne chance!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Le dernier document a été envoyé!

E... acho que enviei o último documento antes da resposta que - espero! -  o BIQ México vai me dar nas próximas semanas. Dá até um arrepio na espinha pensar que pode não ser bem assim, mas enfim, já tem um tempo que tô na chuva, não é agora que vou me preocupar por estar molhado.

Mas o que eu enviei foi a última declaração que obtive na escola de francês, atestando a conclusão do equivalente ao nível B1.2. Tenho enviado as declarações ao fim de cada nível, mesmo sem saber se eles vão levar em conta na análise preliminar. Mal não vai fazer, eu acho, e o bem que pode vir daí - uns pontinhos extras, quem sabe? - será importante.

Bonne chance à tous e de olho nos e-mails, hein? Incluindo a caixa de spam!


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Mais notícias direto das palestras!

Olá, gente!

Parece que o que coletei e relatei ontem aqui vai se confirmar. De novo, por meio de relatos de quem foi à palestra de Curitiba, confirmaram-se algumas coisas:


  • Primeiro: foi dito, com todas as letras, que pretendem finalizar todos os processos enviados até agora com essa missão no fim do ano. A intenção realmente é a de, a partir do ano que vem, só fazer entrevistas em alguns poucos casos, e fazer uso das regras de certificações oficiais de idiomas (e outras que venham a ser implementadas) para decidir a concessão ou não do CSQ sem precisar de entrevista;
  • Os CSQs pelo correio serão enviados não necessariamente à época da missão aqui no Brasil. Segundo o relato de quem assistiu à palestra, eles serão enviados à medida que os processos forem decididos. Ou seja, pode ter gente já, já recebendo um presente pelo correio;
  • Uma notícia não tão estimulante e que, ao meu ver, pode até comprometer um pouco aquela informação sobre finalizar todos os processos, é que, pelo que foi falado, ninguém no BIQ México tinha sequer tocado em dossiês brasileiros antes de agosto deste ano. A partir do mês passado foi que eles resolveram concentrar os esforços nas análises da papelada dos brasileiros. Fico imaginando a trabalheira que deve ser, e imaginando se vão dar conta de tudo mesmo até o fim do ano, mas, enfim, como disseram que vão, a gente acredita, né?
  • Para quem é enfermeiro, a Perla chegou a dizer que a formação no Brasil é uma das melhores do mundo e que o período de "estágio" ou complementação da formação é consideravelmente menor do que de pessoas de outras nacionalidades. A gente vê umas histórias de arrepiar vindas de enfermeiros  imigrantes, mas, de novo, se é pra acreditar no que eles dizem, então...

Enfim, no geral, as coisas parecem realmente estar tomando um rumo concreto neste segundo semestre! Essa é a parte boa. 

No lado da parte ruim, infelizmente eu já soube de uma pessoa (um casal, na verdade) que teve o dossiê devolvido por ter sido recusado. Não conheço as pessoas, não sei quem são, e sei pouquíssimos detalhes, mas aparentemente não exerceram, nos últimos cinco anos, pelo menos um ano da atividade de formação que indicaram no formulário. Fiquei meio assim, porque, até a mudança do ano passado, o Gilles falava claramente que a formação podia ser numa coisa e a experiência em outra, mas enfim, sem saber se esse casal mandou antes ou depois das mudanças, e sem saber se outros fatores afetaram a decisão, é impossível falar qualquer coisa. Agora, que me deu um frio na espinha, isso deu.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Começaram as convocações para a entrevista!

Boa notícia, pessoal!

Conforme o Filipe já relatou no blog dele (Dream on Canada), e conforme os posts na Comunidade Brasil-Québec, a gente pode falar o seguinte:

- Pelo menos uma pessoa já recebeu o e-mail informando sobre a convocação para a entrevista (Grupo I, processo prioritário). Embora essa pessoa não tenha recebido data específica, o e-mail falou pra ela se preparar e para apresentar alguns documentos extras no dia da entrevista;

- Os relatos das últimas palestras feitas pelo BIQ México no Brasil dão conta de que o escritório está buscando analisar, tratar e dar um veredito a todos os processos brasileiros enviados no ano passado e, possivelmente, boa parte senão todos os que foram enviados este ano. Parece que a intenção é finalizar a parte provincial de todos os processos abertos para, a partir do ano que vem, o processo de imigração concentrar-se na pontuação pelos testes de idiomas, sem a necessidade de entrevistas;

- Foi dito também, de acordo com pessoas que assistiram alguma dessas palestras, que até o fim de outubro eles poderão convocar para a entrevista. Então, fica a dica: não espere ser convocado para se preparar para a entrevista. Vai que te chamam dia 31 de outubro pra uma entrevista dia 07 de novembro? Você vai ter uma semana pra se preparar, e as visitas ao banheiro serão constantes;

- O CSQ sem entrevista ainda existe, e aparentemente eles serão enviados na mesma época da missão. 

Enfim, depois de tanta agonia e falta de informações (além da enxurrada de notícias desanimadoras no primeiro semestre), finalmente a esperança volta a reinar! Torçamos para todos nós, que esperamos há pouco ou muito tempo, tenhamos mais boas notícias nas próximas semanas!

Bonne chance à tous! 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Datas oficiais das entrevistas para o CSQ - 2012

Acho que essa foi a primeira vez em que senti um frio na barriga REAL quanto ao processo!

Para aqueles que estão aguardando as entrevistas da parte provincial do processo por Québec, finalmente uma notícia oficial! Do dia 05 de novembro ao dia 21 de dezembro (!) ocorrerão as benditas, em São Paulo e em Salvador. Não há ainda especificação de quanto tempo será dedicado a cada cidade, mas, pelo tempo que eles vão dedicar ao Brasil, a coisa vai ser punk.

O link oficial com a tabela das missões para diversos países de agosto a novembro é esse aqui. Eu  não sei se vou entrar nessa rodada porque tem muita gente que tá esperando há mais tempo que eu - e olha que no último fim de semana meu processo completou 300 dias! Torçamos agora para que principalmente o pessoal do nordeste, que já espera desde a última era glacial, seja chamado logo.

Bonne chance à tous!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Metodologias para o aprendizado de línguas: a gente gosta de fazer de conta? - Parte 3

Esta é a terceira e última parte do post "Metodologias para o aprendizado de línguas". Você pode ler a primeira parte aqui e a segunda aqui.

Com base nisso tudo, fica relativamente fácil entender porque muita gente faz três, cinco, sete anos de um curso de línguas qualquer e, quando vai pra fora do país, mal consegue pedir um suco de laranja. Metodologia destinada a quem quer fazer de conta que aprende, aliada a alunos que só querem fazer de conta que aprendem, ou que só querem poder "se virar um pouquinho no idioma", infalivelmente vai produzir pessoas que não têm segurança na nova língua e que vão cometer mais erros e demorar mais para se dar conta deles. É errando que se aprende muita coisa, claro, mas por que cometer erros que você pode evitar facilmente? 

Enfim, para finalizar, seguem algumas dicas que retirei da minha própria experiência e da leitura de várias fontes. Não quero dizer que sou "o" cara e que tenho a fórmula mágica. Isso é o que funciona pra mim, não quer dizer que essas práticas são definitivas de forma alguma e atendem a todas as pessoas (como mencionei lá na parte 1, esse post é bem pessoal), mas quem sabe, se você está ou esteve na mesma situação que eu, se sentindo um pouco perdido (a) na hora de estudar, essas dicas não podem te ajudar?

1. Encare a gramática de frente : se você leu os outros posts, e principalmente se andou fazendo cursos de idiomas nos últimos tempos, deve ter notado que boa parte das metodologias adotadas querem fazer de conta que gramática não é algo com que você precise lidar; que é algo que você vai aprender "naturalmente". Bom, eu digo que a gramática está lá para facilitar, por mais que as pessoas digam o contrário. O negócio é encará-la de frente. Você vai precisar de menos esforço se sentar e estudar como é formado o passé composé do francês do que se ficar tentando adivinhar as terminações a cada novo verbo.  "Ah, mas é chato". Bom, você pode até achar isso, mas é preciso lidar com o bicho se você não quiser soar como um roceiro analfabeto. "Ah, mas é difícil". Na verdade, em geral, não é. Em geral, as pessoas tendem a achar difícil o que, na verdade, acham chato e não querem ter de aprender. Mas acredite, saber a gramática e o porque das coisas serem ditas e escritas da forma como são facilita e muito a compreensão e a utilização do idiomas. Sem falar que te dá uma segurança absurda na hora em que você tem de começar a criar suas próprias frases e participar de conversas reais. E - surpresa - com o tempo fica tudo tão natural na sua cabeça que é capaz de, daqui a algum tempo, você nem lembrar direito a regra gramatical direito;

2. Faça exercícios. Enxágue e repita a operação : não dá pra descartar a importância de se fazer uma grande quantidade de exercícios sobre qualquer que seja o tema ou o ponto gramatical que você está estudando. Aliás, como mencionei a segurança ali em cima, é bom repeti-la aqui: fazer exercícios, ver erros e acertos, vai deixar você mais seguro. Não se limite, de forma alguma, aos exercícios que seu professor te passa ou aos que constam do livro que você utiliza. Vá para a internet, procure páginas que possuam exercícios (existem várias), faça testes online, até os de nivelamento de escolas de línguas. Procure ver onde você tem problemas e estabeleça um retorno constante a esses assuntos, fazendo mais exercícios. Se tiver grana, invista em livros que trazem simulados e provas da língua que você está aprendendo, ou em gramáticas e didáticos com exercícios (mas foque nos livros que trazem respostas). Faça e refaça exercícios mesmo daqueles assuntos que você já domina;

3. Entenda seus erros : se a sua prova ou lição de casa ou os exercícios que você fez por conta própria têm vários (ou mesmo só alguns) "x", indicando que você errou, vá de caso em caso e procure não só ver o que você errou, mas entender a razão de você ter errado. Foi uma simples falta de atenção (embora isso não deva ser tão minimizado quanto parece) ou você ainda não domina exatamente aquele ponto em particular? O erro foi causado por você ter compreendido errado o sentido da frase (em alemão, nos primeiros estágios, é comum você trocar o caso dativo com o acusativo e inverter o significado da frase) ou por um aspecto gramatical que não foi corretamente assimilado? Esse tipo de indagação serve para você realmente atentar para as razões por trás dos erros. Não se deve apenas "aceitar os erros", é preciso aprender com eles; 

4. Utilize todos os recursos disponíveis - e vá além : quando eu comecei a aprender inglês, eu basicamente tinha à minha disposição a escola de inglês e uma ida mensal ao cinema - e olhe lá. Hoje em dia, não há desculpa. Mesmo se você estiver aprendendo tailandês ou finlandês, você pode entrar na internet (até por meio do celular, para os mais modernosos) e acessar páginas e mais páginas de conteúdo na língua que você está aprendendo. Tem de tudo, de receitas culinárias a teses de mestrado, passando pelos já conhecidos e bem aceitos artigos, filmes e músicas. Mas não se limite a apenas a acessar esse conteúdo - estude-o! Assista aos filmes, mas faça anotações de palavras ou expressões que você não entendeu ou achou interessantes. Escute músicas, mas veja como o cantor pronuncia certas palavras de forma diferente do seu professor ou daquele amigo nativo que você tem (e, se tiver tempo, tente saber a razão disso. É um sotaque diferente? Um dos dois pronuncia errado? Liberdade artística?). Leia artigos, revistas, livros e tente fazer resumos do que você leu, tudo na língua-alvo. Depois, peça para um professor ou amigo nativo revisar, ou poste nos fóruns linguísticos que existem na internet e peça correções. Não seja tão passivo no aprendizado. E saiba selecionar o que se adequa ao seu nível atual (mas sempre mire alto);

5. Procure falantes nativos : assim como no item anterior, a "oferta" de falantes nativos de outro idioma era bem escassa quando comecei a aprender inglês. Hoje você pode ter contato com um russo, uma sueca, um vietnamita e uma australiana tão facilmente como você pode conhecer o brasileiro que mora na casa vizinha. Deixe a vergonha de lado! Se você procurar sites de pen pals, boa parte das pessoas que estão lá estarão dispostas a entender que: (1) você é estrangeiro; (2) você não fala a língua deles de forma nativa; (3) você provavelmente cometerá erros. Mais difícil, mas não impossível, é encontrar pessoas dispostas a corrigir seus erros e até te ajudar dando aulas ou dicas grátis. Você só  precisa ser paciente e tolerante consigo mesmo e tirar um tempinho para responder mensagens algumas vezes por semana. E, com sorte, você pode até ter algumas conversas via Skype ou outro programa de voz, o que vai ser um baita treino para os seus ouvidos e língua;

É isso. O post começou como um desabafo de alguém frustrado com o ensino de línguas estrangeiras e acabou indo um pouco além. Mas enfim, espero que, de alguma forma, essas dicas e o que narrei antes possam ser úteis para pelo menos algumas pessoas. Independente de metodologia, o importante é você ter bem claro o seu objetivo e não usar desculpas para fugir dele. Se você quer, de fato, aprender um novo idioma, vai precisar de tempo, esforço e dedicação. A ajuda externa é excelente, qualquer que seja ela, mas o principal ator no palco tem de ser você. Se você for um estudante passivo o tempo todo e continuar com a mentalidade de que é o curso que tem de te ensinar, não se surpreenda se, ao final, mesmo com um diploma do tal curso, você mal conseguir fazer o seu check-in no hotel.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Metodologias para o aprendizado de línguas: a gente gosta de fazer de conta? - Parte 2

Essa é a parte 2. Leia a parte 1 aqui.

E então, qual era o problema? Na minha opinião, era (e continua sendo) o seguinte

As metodologias adotadas não são feitas para quem quer aprender e, sim, para quem quer fazer de conta que está aprendendo. O conteúdo do curso praticamente não avançava ao longo do semestre, ou avança de forma imperceptível, de tal forma que você não se dá conta do que está aprendendo - ou do que deveria estar aprendendo. Não se encara o problema de frente. É como se fosse necessário dourar a pílula para que os alunos achem tudo mais palatável. No meu caso, em vez de termos aulas estruturadas de forma que um tópico levasse a outro, com regras gramaticais e vocabulário sendo construídos de forma encadeada, tínhamos um bocado de palavras soltas, muitas delas aparecendo em apenas uma unidade ou mesmo uma página do livro (sabem a famosa unidade sobre alimentos ou frutas, algumas das quais você não conhece nem em português?),  e várias regras gramaticais soltas ao sabor do vento, quase sem conexão alguma, sem qualquer tipo de aprofundamento. E pior, os exercícios de fixação, para casa e afins, eram pouquíssimos, quase inexistentes. Para piorar, poucas vezes eram cobrados pelo professor. O esquema era basicamente assim: o conteúdo foi dado, faça os exercícios em casa e, se tiver dúvidas, me procure.

Dessa forma, me dei conta de que a metodologia de ensino de idiomas mudou e MUITO desde que eu tinha nove anos de idade. De repente, alguém achou que as pessoas deveriam aprender idiomas meio que por osmose, já que "bebês aprendem a língua materna basicamente ouvindo e repetindo até que as informações façam sentido". Só que esse pessoal parece esquecer que, depois daquela primeira língua aprendida, as outras, adquiridas no fim da infância, na adolescência e na vida adulta, são aprendidas de forma bem diferente de quando você aprende sua primeira língua, lá no berço, sem pressão ou obrigação. O próprio funcionamento do cérebro na aquisição da primeira e das demais línguas é diferente. Some-se a isso fatores culturais e sociais e, pelo menos pra mim, fica meio óbvio que "aprender como se fosse um bebê" soa, no mínimo, ingênuo.



Além disso, o "bebê" é colocado em uma turma com outros "bebês". Como mencionei lá no outro post,  cada um tem seu próprio ritmo de aprendizado, e uma turma de escola de línguas terá, invariavelmente, pessoas que "pegam" as coisas mais rápido e pessoas que demandam mais tempo. No caso do meu curso de alemão, por exemplo, cada aula tinha aproximadamente 1h45min de duração. Em determinado semestre, a professora fazia questão de perguntar a um por um o que haviam feito no fim de semana, a fim de estimular a expressão oral. Estímulo válido, na minha opinião, só que ficava por isso mesmo. Algumas pessoas levavam pouco mais de 30 segundos para contar que haviam ido ao cinema, enquanto outras levavam 3 minutos para dizer a mesma coisa. Numa turma de 15 pessoas, em que quase sempre a quantidade de pessoas que não se dão muito bem com determinado idioma é maior, isso faz com que a parte inicial da aula, de contar o que você fez no fim de semana, tome 30 a 40 minutos da aula. Houve várias situações em que o aluno ficava constrangido por um lado, por não saber se expressar, e o professor por outro, porque certos alunos claramente não deveriam estar no nível/na turma em que estavam. Mas, por uma questão de raciocínio lógico de mercado, o aluno de línguas é sempre aprovado, não importa quão ruim ele seja, porque se for reprovado ele vai sair da escola.

A parte do aluno na lambança toda também não é pequena. No Brasil, reina a ideia de que você vai para o curso de línguas para aprender, e que o curso vai te ensinar. Toda vez que eu vejo pessoas que estão aprendendo a língua X, Y ou Z por razões "profissionais" ou mesmo por gostarem, e dizem que não têm tempo para estudar fora da sala, eu me pergunto se elas fazem ideia do tanto de tempo e de dinheiro que estão desperdiçando. Praticamente ninguém, nos dias de hoje, tem várias horas livres no dia para se dedicar à alimentação saudável, exercícios físicos, meditação e todas as outras coisas que especialistas adorariam que incorporássemos na nossa rotina, e MAIS o estudo de uma língua estrangeira fora da sala de aula. Só que, infelizmente, uma língua não se aprende de verdade indo apenas à aula, uma, duas ou três vezes por semana. Na verdade, eu acredito que quanto mais aversão você tiver ao aprendizado de um idioma, mais tempo teria de dedicar, mas, enfim, as coisas não são bem assim. De qualquer forma, ir ao curso e fazer dois ou três exerciciozinhos do seu livro de atividade (quando muito) não é suficiente.



 Em seguida, temos o professor, que, em geral devido à metodologia adotada e à forma como os cursos estão estruturados, precisa dar X unidades do livro no semestre. Por isso mesmo, por ter uma meta específica a cumprir,  não pode parar, revisar e ficar corrigindo coisas que o aluno já deveria saber, ao menos em tese. Então o professor deixa passar erros, tanto leves como grosseiros, como se fosse algo normal, e segue adiante, porque a matéria precisa ser dada. Não discordo de que o conteúdo tem que avançar, mas deixar passar erros, principalmente os que mostram que os alunos não dominam conteúdo visto dois, três, às vezes  até mais semestres atrás, não deveria ser algo a acender a luz vermelha de alerta?  E mais: se a escola realmente está interessada na qualidade com que seus alunos concluem seus cursos, não deveria estar preocupada com isso? Bom, acho que deveria, mas o lance todo é que a maior parte das escolas de ensino de idiomas vive mesmo é da galera do básico e intermediário - e olhe lá. Li uma vez que a média de permanência em cursos de idiomas, de forma ininterrupta, é de três semestres - TRÊS SEMESTRES! Ou seja, boa parte dos alunos só fica na escola aprendendo o novo idioma por um ano e meio e, em seguida, deixa o curso, seja por desinteresse, por incompatibilidade de horário, por motivos profissionais ou o que for, ainda que volte um semestre ou dois - ou três - depois. E, em boa parte das escolas, o aluno entrará no nível em que parou, independente do quanto estudou sozinho enquanto esteve afastado. Testes de nivelamento? Quando existem, são ótimos para fazer você se sentir bem por pular alguns níveis básicos, mas dificilmente são precisos o suficiente para avaliar o que você realmente sabe.

Ou seja, no final das contas, o aluno não estuda o que tinha de estudar (por preguiça ou por achar que é o curso que tem de fazê-lo aprender, afinal "já está pagando caro"); o professor não corrige o que deveria corrigir (principalmente pronúncia e formação de frases na hora da expressão oral), além de revisar pouco e cobrar menos do que deveria (outra característica da metodologia atual); os métodos e livros utilizados subestimam a necessidade de rever, fazer exercícios, escrever redações e promover debates orais em sala de aula e fora dela; e a escola se preocupa em passar o aluno, não importa quantas provas de recuperação ele precise fazer. Aluno reprovado é aluno desestimulado e, muito provavelmente, aluno que não volta pro semestre seguinte.

Clique aqui para ir para a terceira e última parte.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Metodologias para o aprendizado de línguas: a gente gosta de fazer de conta? - Parte 1

A maioria das pessoas que já passou, está passando ou vai passar por um processo de imigração, seja para qual país for, vai ter que se acostumar com uma nova língua (exceto os que tiveram a sorte de crescer com pais que falavam outras línguas e que tenham tido a inspiração divina de criar os filhos valendo-se do uso de outros idiomas). É bem verdade que cada pessoa é diferente, cada uma tem seu próprio método para aprender, e é por isso que, já aviso logo, esse post vai ser bem pessoal.

Eu sinto falta das minhas primeiras aulas de inglês. Ou melhor, de como eu aprendia naquelas aulas. Eu comecei a aprender o idioma aos nove anos de idade, por estímulo da minha mãe. Morria de medo de ir para uma escola de inglês. Lembro claramente de pensar que eu não ia entender nada e não conseguiria aprender. Mas, quando finalmente expus isso pra minha mãe (levou um tempinho... acho que, no fundo, eu sabia que era uma desculpa esfarrapada), ela foi incrível em me tranquilizar, explicar como funcionava e deixar claro que, se eu não gostasse, poderia sair. Com essa liberdade toda, lá fui eu.




E eu adorei. Minha paixão por idiomas começou ali. Da noite para o dia, o medo desapareceu e eu passei a assimilar cada nova palavra, cada regra, cada som com avidez. Tá certo que, quando criança, eu tinha uma certa vergonha de me empenhar pra pronunciar os sons de forma correta. Secretamente, eu ficava murmurando as palavras que aprendia, tentando aproximar o que eu falava do que eu ouvia na sala de aula, mas, na frente dos outros... ixi... eu falava o inglês mais carregado de fonética luso-brasileira que se pode imaginar. Vergonha pura de criança que temia parecer ridícula em qualquer situação.

As aulas, eu lembro bem, não se resumiam a seguir o livro adotado. O livro estava lá, claro, mas, em primeiro lugar, não havia, em geral, uma historinha pra seguir, personagens para acompanhar ou coisa do tipo. Havia desenhos, sim, gravuras, imagens e tal, mas não necessariamente uma história acompanhando.

Havia muitos exercícios. MUITOS. Havia exercícios no livro principal, no livro de exercícios e, além disso, vários exercícios feitos em sala e dados em folhas avulsas para fazer em casa. Eu não passava mais tempo fazendo os deveres de casa de inglês do que os da escola, mas, ainda assim, não era uma coisa que eu acabava em 10 ou 15 minutos. Talvez por causa disso, eu dificilmente tinha que voltar para revisar alguma coisa que fora dada: era tanto exercício, e fazíamos tantas vezes que não tinha como alguém esquecer. E havia listas de palavras, de tempos verbais, de declinações. E você tinha, sim, que memorizar muita coisa, embora tudo fosse recapitulado nos exercício.



Além disso, usávamos sempre o conteúdo visto antes em sala. Era bastante comum a gente, por exemplo, aprender um tempo verbal e relembrar como se formavam os outros. E, na lista de exercícios para o novo tempo verbal aprendido, quase sempre vinham exercícios do que já havia sido aprendido antes, ainda que em menor quantidade. Dessa forma, a gente estava sempre em contato com boa parte do conteúdo do semestre, praticamente o tempo todo.

Era uma época sem CDs ou internet. De vez em quando, havia uma fita cassete, tocada num microsystem (arre!) cujas caixas de som eram do nível de autofalantes de drive-through. Mais raramente, íamos para alguma Sala de Vídeo, quase um templo de tecnologia, com uma televisão de tubo de 20 polegadas e um vídeo-cassete conectado, para rodar alguma fita VHS de um filme ou coisa assim. Mas tanto a fita cassete quanto o vídeo eram raros comparados ao resto. Ainda assim, eu ouvia muito inglês na sala de aula: professores E alunos. Praticamente o tempo todo.

E passei vários anos assim. Apesar da minha paixão por idiomas, eu tive pouco contato com outras línguas durante toda a adolescência. Por iniciativa própria, comecei a estudar uma coisa aqui, outra ali, mas acabava esfriando, ou por me interessar por outra língua ou por falta de material pra estudar sozinho (meus pais não eram exatamente ricos, eu já fazia inglês e natação, além de idas e vindas de aulas de caratê, e minha irmã tinha as próprias atividades dela. Somando tudo, ainda mais em tempos de inflação a 80% ao mês, já viu, né?). Então, demorou um bom tempo até eu ter oportunidade de me engajar novamente. Só na faculdade, quando eu tinha 17 pra 18 anos, foi que eu tive oportunidade real de começar a estudar outra língua, e optei pelo alemão.

O problema é que, na faculdade, os horários em um semestre quase nunca eram os mesmos no semestre seguinte. Então, ficava difícil se programar para realmente seguir os módulos semestre após semestre. Consegui o primeiro nível de alemão no meu segundo semestre, engatei o segundo nível no semestre seguinte, mas, depois disso, nunca mais consegui pegar módulos de alemão simplesmente porque os horários não batiam. Nesse meio tempo, fiz um ano de francês, um ano de espanhol e seis meses de japonês, e essa salada se deu basicamente porque eu não conseguia dar continuidade às línguas já iniciadas. Eu pegava francês, aí no semestre seguinte não tinha horário pra eu pegar o segundo nível; mas tinha espanhol, e eu, com receio de não poder voltar ao francês, começava espanhol. Então acabou que saí da faculdade com um conhecimento básico em algumas línguas, mas um tanto frustrado por não ter conseguido aprofundar de fato como eu fiz com o inglês (que estudei dos 9 até o final da faculdade).

Enfim, depois que me formei e comecei a trabalhar, resolvi voltar a encarar o aprendizado de idiomas pra valer. Optei pelo alemão, idioma pelo qual eu tinha uma curiosidade absurda desde que ouvi algumas frases em Indiana Jones e a Última Cruzada (não tô brincando!). E lá fui eu, pra uma escola famosa, e basicamente a única da qual eu tinha alguma referência.

O primeiro semestre foi empolgação pura. Nível iniciante de qualquer língua é só alegria. O segundo semestre foi igualmente empolgante. O terceiro foi bom, mas foi ali que eu comecei a notar que havia alguma coisa errada, mas ainda não fazia ideia do quê. Eu tirava notas boas, tinha uma certa desenvoltura com o idioma, os professores ficavam visivelmente satisfeitos comigo, então tudo parecia bem. E assim passou o quarto semestre. Mas alguma coisa não encaixava. Acabei tendo de deixar o curso após o quinto semestre, com média 9.0, mas prometi a mim mesmo um retorno assim que fosse possível.

A possibilidade de retorno foi adiada além do que eu queria. Nesse meio tempo, pra não perder o que eu havia aprendido, fiquei estudando e revisando por conta própria o que fora dado em sala de aula. Certas coisas acabavam ficando meio soltas, mas, enfim, eu tinha em mente que a pausa era temporária e que eu poderia recuperar o que fosse perdido tão logo eu estivesse em sala de aula novamente. Acabou que conheci alguns alemães e passei a tentar conversar (ou melhor, escrever, via MSN) com eles em alemão. E foi com isso que eu comecei a me dar conta de qual era o problema lá naquele terceiro semestre.

Clique aqui para a parte 2.




quarta-feira, 25 de julho de 2012

Mandamentos do turista e imigrante brasileiro no Canadá

Achei bastante interessante esse texto repassado por uma colega frequentadora de uma das listas de discussão de que participo. Seria ótimo seguir isso não apenas quando formos pro Canadá, mas já ir treinando por aqui mesmo. Quem sabe não inspiramos alguém e plantamos a tal da semente?

Ah, os grifos, quando existirem, bem como os comentários em azul são meus.

"Os doze mandamentos do turista (ou imigrante) brasileiro no Canada 



1. Serás pontual.

Não é mito: No Canadá as pessoas são pontuais e esperam que você também seja. Pequenos atrasos são toleráveis, mas lembre-se de sempre avisar com antecedência. Os horários encontrados nos pontos de ônibus sao realmente cumpridos. "

Aqui, você marca uma reunião com amigos em casa para as 19h esperando o pessoal chegar lá pelas 20h. E chegar primeiro ainda é pagar mico. Em reuniões e encontros formais, já se pressupõe uns 15 a 30 minutos de atraso. Ou seja, o horário dado é, na verdade, apenas referencial. 





" 2. Usarás “excuse me”, “sorry”, “please” e “thank you” à exaustão.

E ouvirás bastante também. Os Canadenses podem não ser o povo mais caloroso do mundo, mas são extremamente educados e prestativos. Não custa nada retribuir com um pouco de gentileza. "

Não sei como isso é, de fato, no Canadá. Até que ouço bastante "obrigado" por aqui. Mas "desculpe" e "por favor", infelizmente, são bem mais raros.



" 3. Evitarás abraçar estranhos.


Achou estranho esse mandamento? Por aqui as pessoas não estão acostumadas a ter contato físico com quem não se tem intimidade. Ao ser apresentado a alguém, um aperto de mão é uma opção segura para evitar constrangimentos. "

Com isso eu acho que não terei problemas. Sempre espero primeiro a outra pessoa se manifestar. Se a pessoa me estender a mão, eu aperto; se ela der beijinho no rosto, retribuo. Se der um tapa no meu traseiro, saio correndo.



" 4. Tomarás cuidado com teus pertences

Não se iluda: pequenos furtos também acontecem no Canada, principalmente nas academias.  " 

Sim, afinal de contas, é um país que também conta com seres humanos. Sair daqui do Brasil achando que você está indo pra algum conto de fadas é viagem. Aliás, os próprios contos de fadas estão cheios de seres de moral nada recomendável.




" 5. No verão sairás sempre com uma garrafa de água, principalmente se estiver em Toronto, Montreal e região. 


Em alguns períodos a sensação térmica pode chegar a 48 graus. "

Essa é pro pessoal que vive preocupado com o frio. Com -15ºC, você sai com roupa apropriada e consegue fazer suas coisas (se a neve deixar). E com +40ºC, você vai de tanguinha pro supermercado?







" 6. Usarás o transporte público

No Canadá, faça como os canadenses. Use e abuse do eficiente sistema de transporte público. O metrô é parte importante das cidades. "

Isso também já faço por aqui. Vendi meu carro há quase cinco anos e não me arrependo. Há, sim, coisas que acabo deixando de fazer por isso, mas, em compensação, cortei custos, passo menos estresse (embora ser pedestre em São Paulo também não seja fácil) e, de quebra, fiquei mais saudável.








" 7.Estando em Toronto, evitarás insistir com o garçon para que sirva bebida alcoolica após as 2 da manhã.


 Isso é a lei. Das 2 da manhã em diante o álcool é proibido na cidade. Se você fizer confusão vão chamar a polícia. "

Bom saber disso. Não sei as consequências ou se o cara deixa de se embebedar no bar e vai se embebedar com a vodka que ele comprou pros casos de "emergência", mas, pelo menos, há um limite geral.






"  8. Não tentarás usar o jeitinho brasileiro

E se tentar, não se surpreenda com a resposta negativa. Com raras exceções, aqui não há espaço para improviso ou quebra de regras. Em hipótese alguma tente subornar um policial no Canadá. Aliás, por favor, não faça isso também no Brasil. " 

Acho que esse jeitinho é uma das coisas que eu mais detesto no planeta. Nada pior do que você fazer tudo do jeito que pedem pra fazer, respeitar prazos, metas, horários e procedimentos e daí chegar um espertão e conseguir o mesmo que você (ou até mais) burlando tudo que havia sido estabelecido. A sensação de bancar o otário é inevitável,  e a crença em algum tipo de ordem e progresso vai pro buraco na hora.




" 9. Aproveitarás a viagem para se despir da homofobia e preconceitos.


O Canadá foi um dos primeiros países do mundo a instituir o casamento gay e você vai ver que as ruas estão cheias de casais do mesmo sexo. Também vai conviver com milhares de culturas diferentes. Vai ver desde pessoas semi nuas a mulheres usando burca. Não se surpreenda se o caixa do banco tiver uma tatuagem no rosto. Também entenda que, se um gay te paquerar, você não pode bater nele. Paquerar alguém é direito de todos. Aceitar ficar com ele ou não é com você, mas ser violento ou agressivo é contra a lei, e no Canadá a lei é aplicada. Acredite. "

Achar que tem o direito de espancar alguém pelo fato de o outro não ter a mesma orientação sexual que você é o fim. Só mesmo os cavalos bípedes que estão à solta por aí para pensar diferente.






" 10. Nas baladas, não pensarás que aquelas meninas dançando de forma sexy vão ficar e transar com você.


As canadenses dançam de forma até erótica, mas isso não te dá o direito a tocá-las. Se você imaginar que está no Brasil e que pode sair pegando na bunda das meninas, não se surpreenda se acabar jogado na rua pelos seguranças da casa, ou até mesmo ser levado pela polícia. Aliás, por favor, não faça isso também no Brasil. Nada pior do que um babaca se achando o gostoso do lugar. Respeite as meninas. "

Todo mundo sabe que são poucas as pessoas que vão para a balada para realmente ouvir música e dançar. Boa parte está a fim é de rituais de acasalamento. Ainda que seja assim, não é por isso que você (homem ou mulher, pois mulheres também fazem isso) já vai chegar metendo a mão. Por mais que a própria menina queira algo além de dançar, são poucas as que realmente gostam dessa investidas de ogro.






"11. Darás gorjetas.


Receber ao menos 10% do valor da conta é esperado pela maioria dos profissionais de bares e restaurantes do país. Evite confirmar a má fama dos brasileiros. E na balada, sempre que voce for pegar uma bebida, deixe 1 dólar no balcão. Estando no Canadá, faça como os canadense. Se adapte. "

Vou precisar me adaptar a essa. Aqui no Brasil, dou gorjeta quando o serviço é diferenciado (ou seja, realmente sinto que a pessoa está dando atenção a mim e ao serviço que está me prestando) ou, pelo menos, profissional. Dar gorjeta por dar é algo que vai contra o que eu penso que a gorjeta deveria ser.










" 12. Não falarás barbaridades em português pelas ruas.

Não se engane, há brasileiros e lusófonos por todas as partes, sejam turistas ou residentes. Portanto, não diga nada em público que você não diria no Brasil.


(Materia da Revista Veja sobre Londres. Adaptada e perfeitamente aplicável ao Canadá) "


 Fiz isso nos meus tempos de moleque indo pra Disney, mas, realmente é extremamente desagradável, principalmente quando as pessoas percebem, independente de entenderem o que você está falando ou não.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Alarme Falso... Ê, ansiedade!

E lá estou eu, em casa, depois de um dia de trabalho, fazendo as coisas nossas de cada dia de quem mora sozinho, quando o interfone toca. Eu achei que o porteiro havia se enganado porque alguém indo à minha casa quase 8 da noite de uma quinta-feira, sendo que eu não sou lá uma pessoa muito sociável, só poderia ser engano. Então deixei chamar duas vezes e aí parou.

"Ahá", pensei, "o porteiro deve ter esbarrado no botão errado".

Voltei a me entreter com o cesto de roupa suja, separando camisas coloridas das brancas, mas, pouco depois, o interfone de novo. Dessa vez, realmente parei:

"Mas quem pode ser a essa hora?". As possibilidades se sucederam rapidamente: entrega de produto? Não, faz pelo menos dois meses que não compro nada pela internet ou que necessitasse de entrega. Jantar em domicílio? Bom, eu andei tomando Benflogin por conta da garganta inflamada, mas não a ponto de ter alucinações com morcegos-vampiros gigantes, extraterrestres escarlates, ou comida tailandesa às 8 da noite.  Algum amigo desgarrado precisando de ajuda? Até poderia ser, embora a possibilidade fosse bem remota devido àquela característica social que mencionei. Minha cara-metade estava em aula àquela hora, então as chances de serem ele estar ali embaixo eram mínimas.

"Deve ser uma mistura de quase tudo isso", concluí. "Pediram comida, alguém anotou o endereço errado e tão querendo entregar aqui em casa".

Para poder voltar ao cesto de roupas em paz e fazer o pedido chegar a quem o solicitara, atendi o interfone.  O diálogo foi mais ou menos assim:

"Pronto."

"Boa noite."

"Boa noite."

"Tem uma encomenda pro senhor aqui embaixo."

"Pra mim?"

"Isso, pro senhor."

"Ué, mas eu não tô esperando nada."

"Ah, é? Mas o apartamento que tá aqui é esse, XWYZ. É uma caixinha".

"Qual o nome que tá nela?"

"Ah, não tem nome não, senhor.. só o endereço."

"Err... tá bom, daqui a pouco eu desço pra ver. Obrigado."

Achei estranho, mas poderia ser um monte de coisas. Até que demorou, mas acabei pensando que poderia ser algo relacionado ao Escritório de Imigração. Tá, eu confesso que, agora, nada batia, mas, na hora, pareceu fazer algum sentido: não tinha nome na tal encomenda (mas eu pensei que talvez o porteiro tivesse ficado um tanto constrangido ao ver outra língua no envelope e tivesse achado melhor não tentar falar nada.), era uma caixinha (mas pensei que pudesse ter sido uma palavra, digamos, genérica para "envelope grandinho") e, pro porteiro me ligar, eu imaginei que fosse algo que tivesse de ser entregue em mãos.

Até tentei deixar pra lá, mas depois que a ideia de que poderia ser algo relacionado ao Québec veio à minha mente, não consegui mais. Depois de 10 minutos tentando me convencer racionalmente que provavelmente não era nada de mais, cedi aos vários "se" e fui lá na portaria ver a tal caixinha.

E tcha-raaaaaaaaammmm!!!

Era um nebulizador, que provavelmente alguém pegou emprestado de alguém do meu prédio e deve ter deixado na portaria pra ser devolvido ao dono. Só que realmente a pessoa passou o número errado, o do meu apartamento. Enfim, depois de constatar que não era nem um envelope do Escritório de Imigração, nem uma televisão de 50 polegadas full hd com 6 meses de Netflix grátis, só me restou devolver o nebulizador e voltar ao cesto de roupas.

E a camisa seguinte era uma azul e branca. Rá! Lembra alguma coisa?




Ah, Universo... um beijo pro meu pai, pra minha mãe e um especial pra você!






segunda-feira, 16 de julho de 2012

Novas profissões para Alberta

A província de Alberta expandiu um pouquinho sua lista de profissões para incluir algumas elegíveis para visto de trabalho temporário. Quem tem interesse na província ou em províncias de língua inglesa em geral, pode conferir a lista e as informações (em inglês) aqui

São poucas e mais de indústria de base, mas sempre tem alguém que pode se beneficiar. Então, boa sorte se for o seu caso!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Missão de Recrutamento - Vagas



Já estava correndo a notícia de que logo haveria uma nova missão de recrutamento de trabalhadores brasileiros interessados em trabalhar em Québec (na cidade, gente, não na província). Pois bem, hoje saíram as vagas! Vocês podem conferir no seguinte endereço:


Como era de se esperar, está tudo relacionado a Tecnologia da Informação. Quem não é dessa área sofre pelo menos uns 20% a mais nesse processo de imigração hehehe.

Bonne chance à tous!

sábado, 30 de junho de 2012

Reflexo da pausa no processo federal no processo por Québec

Então... lembra aquela coisa de que a pausa temporária no processo federal de imigração só afetava quem fosse começar um processo por lá? Pois é, parece que não é bem assim.




Para fechar a torneira, reduzir gastos e tentar diminuir o atraso existente na análise e, consequentemente, na resposta às solicitações dos angustiados pacientes candidatos, o governo canadense decidiu suspender o recebimento de novos pedidos de imigração pelo processo federal. Ou, pelo menos, essa é a justificativa oficial. De início, especulou-se que essa decisão não afetaria os processos provinciais, já que estes são independentes pelo menos até certo ponto. Mas, enfim, embora não seja uma tragédia gigantesca para a maioria, houve, sim, impacto no processo de imigração pelo Québec (imagino que também em relação às outras províncias, mas não fui atrás pra ter certeza).

Quem quiser, pode conferir aqui como a decisão afeta os processos de imigração por Québec. Em suma, os candidatos a imigração pelas categorias "investidores", "autônomos" e "empreendores" não poderão dar entrada no pedido de imigração pelo menos até o fim de março de 2013. A categoria trabalhadores qualificados, contudo, fica como estava: no mesmo link do início do parágrafo você pode conferir os casos em que pode dar início ao processo, se ainda não o fez.

Sei que não é boa notícia para uma parte dos colegas aqui, mas vamos torcer pra que o ano de 2012 vá embora logo e, com ele, esse mar de alterações assustadoras.

Bonne chance!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Pausa temporária no Programa de Trabalhador Qualificado Federal

E porque as coisas não podem mais ficar paradas por muito tempo, eis que o CIC divulgou hoje a notícia de que vai suspender temporariamente o recebimento de novos pedidos de imigração nos programas de Trabalhador Qualificado (Federal) e de Investidores.

A previsão é retomar o recebimento de novos pedidos no início de 2013. É, minha gente.. se alguma coisa era certa antes, agora definitivamente não é mais.

Segue o link oficial:

http://www.cic.gc.ca/francais/ministere/media/communiques/2012/2012-06-28.asp?utm_source=media-centre-email&utm_medium=email-fra&utm_campaign=generic

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Esperando... Godot

Algo extremamente comum para o(a) infeliz corajoso(a) que resolve participar do processo de imigração do Canadá (vou fazer o possível para nunca usar o verbo "aplicar" nesse sentido desleixado, descaradamente roubado do inglês, não importa o quanto a língua seja uma entidade mutável), principalmente de um ou dois anos pra cá, é a famigerada espera. Ela é quem mina, dia a dia, aos pouquinhos, quase sem perceber, a energia de quem está no processo.



Espera-se por basicamente tudo: para terminar um curso (superior, de francês ou de especialização), pelo certificado do curso, pela declaração de vínculo empregatício (que seus chefes teimam em esquecer de fazer), pela reunião de toda a papelada para enviar o dossiê, pela confirmação de recebimento, pela abertura do processo, pelo débito no cartão de crédito, pela entrevista, pelos exames médicos... Enfim, como disse, por praticamente tudo. E ela, a espera, no fim das contas, acaba se tornando aquela companhia de viagem indesejável, que a gente gostaria de largar em um posto de gasolina de beira de estrada cujo banheiro tem mais baratas que azulejos.

E, o mais sofrido, é que não há nada a fazer. Desde que comecei a ler sobre a imigração, bem antes de aplicar enviar minha documentação, eu sabia que não há processo de imigração pro Canadá sem espera. Os prognósticos já não eram favoráveis naquela época, a não ser que uma série de fatores cósmicos se combinassem no seu mapa astral e fizessem brilhar a sua estrela, como, por exemplo, profissão em demanda e idiomas nível Master Plus Ultra-Perfect Gold. Se você não tivesse isso - e eu estou nesse grupo -, não havia o que fazer: era entrar na fila e esperar, esperar, e esperar mais um pouco.

De lá pra cá, pouca coisa mudou. E o que mudou, mudou pra pior: agora, a lista de exigências se tornou mais restritiva. A espera do início, por exemplo - aquela em que você precisa correr atrás da papelada para poder enviar a documentação certinha, - aumentou. Não basta mais mandar a declaração de que você fez aulas de francês com a sua prima que morou três meses na Jamaica ou no Senegal. Agora, você precisa mandar certificados de testes reconhecidos internacionalmente. Isso faz que uma outra espera, aquela do término do curso (ou de um módulo desse curso), também aumente, já que antes muita gente fazia um curso de três ou seis meses pra falar um GÊ SUÍ BRRRÊSILIAN básico, se benzia e já entrava na salinha da entrevista. Na versão recauchutada do processo de imigração, não basta saber o básico: tem que participar (e suar) pra ganhar os pontos que podem te garantir a placa dourada na qual o CSQ é gravado.

Enfim, não é minha intenção desfilar aqui tudo o que piorou no quesito espera. Como outros colegas de processo de imigração, eu também estou aguardando. A minha etapa de espera é o resultado da análise da documentação que enviei, que pode resultar em entrevista ou... deixa pra lá. Eu já estava preparado para esperar, mas, no meu caso, o problema não é exatamente a espera, mas a motivação para continuar a fazer tarefas relacionadas ao processo de imigração. Por exemplo, uma das coisas que eu preciso continuar fazendo é procurar ofertas de emprego na minha área para levar para a entrevista e dizer: "olha aí, tá vendo, eu posso ser útil no país de vocês!". Fazia isso com certa regularidade no início do ano passado. Mas agora? O pensamento que vem é: "eu não faço ideia de se ou quando vou fazer a entrevista. Será que vai me adiantar, de alguma forma, levar vagas de um ou dois anos antes da entrevista? Será que não é melhor esperar (outra espera!) até eu saber, pelo menos, se vou fazer alguma entrevista?".

E esse pensamento acaba se estendendo pra tudo, o que deixa o tudo muito perigoso. Pra que eu vou procurar saber mais sobre os bairros de Montreal se eu não faço ideia de quando vou me mudar pra lá? Por que eu deveria pensar em abrir uma conta no HSBC agora se cobram uma taxa alta e eu, novamente, não sei quando vou pro Canadá? Vai que, até lá, o banco faliu ou melhor, aboliram os bancos e você faz tudo pelo seu tablet ou celular. Pra que eu vou pesquisar cursos em universidades canadenses se eu nem sei se vou conseguir morar perto de onde eu imagino que vou morar? Em suma, por que eu deveria sequer sintonizar a Rádio Canadá todo dia ou comprar CDs da Celine Dion, se o maldito escritório de imigração não se pronuncia sobre absolutamente nada e me deixa angustiado sem saber o que vai ser do raio da minha vida até lá, eu não tô ficando mais novo não, caramba, vou imigrar lá com 34 ou 35 anos e vou ser aqueles tios que empacotam suas compras no supermercado se eu não sei no que vai dar essa história toda?



Pois bem. É aqui que eu acho - e espero (esperar de novo, mas em outro sentido) - que começam a ser separados aqueles que vão ter mais chance de sucesso daqueles que podem ver seu projeto naufragar mais facilmente. A gente pode, sim, e até deve, xingar, espernear, brigar com o vizinho, descontar no cachorro, e tudo mais. Mas a verdade, ou pelo menos uma delas, é que imigrar NÃO é e nem NUNCA foi fácil! Seja pelo tempo e dinheiro que temos que investir nisso antes, seja pela criatividade que teremos de ter e pelos problemas que teremos de enfrentar em terras canadenses depois, não há etapa fácil nessa jornada. O desgaste é grande, o investimento financeiro é alto, a espera é maior ainda, mas tudo isso é parte de um objetivo. E, para alcançá-lo, todos nós sabíamos que teríamos de enfrentar períodos difíceis. Nessas horas de aperto, temos de nos lembrar lá de trás, do início, quando conversávamos animados sobre a imigração, sobre como ríamos imaginando os tais períodos difíceis, e, principalmente, temos de trazer aquele espírito para o presente. Precisamos ter em mente, por mais difícil que seja, que mesmo que não estejamos fazendo nada de prático e realmente ativo na questão, em algum lugar nosso processo está andando. E nós, do lado de cá, privados da visão ou do conhecimento desse caminhar, que nos deixaria mais tranquilos e conformados, temos, sim, a nossa lição de casa pra fazer! Podemos tirar folga? Podemos. Podemos deixar pra amanhã ou pra semana que vem? Claro! Todo mundo merece - e, na minha opinião, precisa - se afastar um pouco de tudo isso de vez em quando pra poder olhar pra outras coisas, relembrar o mundo ao redor e descansar da pressão e da angústia. Mas não podemos deixar totalmente de lado o plano. Pois, uma hora, mais cedo ou mais tarde, você vai conseguir o resultado do teste que estava esperando; você vai conseguir reunir toda a documentação pra enviar; você vai ser chamado pra entrevista; vão te pedir exames médicos e te dar o visto; e você vai para terras canadenses, e é aí que tudo o que você tiver feito antes vai ter que valer.

Assim, aos meus colegas e companheiros de espera, eu digo que entendo, sim, toda a angústia de vocês, pois eu também tenho as minhas. Mas não quero que a espera seja algo pra enfraquecer a gente. É uma companheira de viagem indesejável, mas o importante é a viagem, e isso a gente não deve esquecer.

Logo, logo, nas livrarias, haverá uma seção "Auto-ajuda para imigrantes".

Abraço a todos e bom fim de semana!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Nova atualização do quadro de pedidos recebidos

Outra coisa que aconteceu enquanto estive fora foi uma nova atualização do quadro que mostra a quantidade de pedidos recebidos pelo Escritório de Imigração nos diferentes grupos. Como dá pra conferir abaixo (e aqui), não houve nenhum salto gigantesco.

Se continuar assim, é ótimo para aqueles que ainda não conseguiram dar entrada no processo! É capaz até do governo canadense deixar pra lá essa história de grupos hehehe.

Abraço a todos!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Consulado se mexendo?

Provavelmente é notícia atrasada, mas tenham paciência comigo.. voltei de férias e ainda estou vendo o que perdi hehehe. Mas enfim, algumas pessoas vêm recebendo os famosos combos finais da etapa federal (pedidos de exames médicos e passaportes por parte do consulado canadense), o que sinaliza a reta final do processo de imigração. Pelo que pude ver, boa parte desse pessoal é de novembro de 2010, dezembro de 2010 e alguns de janeiro de 2011.

Além disso, o e-cas começou a apresentar algumas alterações para outras pessoas. Algumas ganharam o status de "in process", outros passaram a exibir endereço de correspondência e outras informações. Pode não ser nada, mas, como demora-se uma eternidade para ver qualquer alteração no status do processo, qualquer novidadezinha já é motivo pra mostrar pra mãe.

Que venham os pedidos para o pessoal que já está no finzinho do processo! Essa espera toda merece um final feliz... e rápido!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Calendário de entrevistas - maio, junho, julho e agosto

Olá a todos!

Andei sumido porque, como bom trabalhador, também tenho direito a férias, né? Não posso dizer que fiquei pensando no processo de imigração o tempo todo, mas volta e meia eu me indagava se haveria alguma mensagem do escritório de imigração na minha caixa de entrada falando sobre a entrevista (sim, eu praticamente deixo de existir até na internet quando estou de férias). E a novidade é que... não, não havia nada. A única coisa que chegou foi o calendário de entrevistas para o meio do ano, que você pode ver no link abaixo:


Como dá pra ver, é um balde de água fria pra todo mundo que está esperando convocação para a entrevista. Vão para todos os cantos do planeta e até pra lua, EXCETO pro sul da América Latina. Legal, né?

Essa é mais uma demonstração de que o ideal é deixar o processo rodando minimizado na área de trabalho e ir tocando as outras tarefas sem focar a vida inteira nisso. Tudo é demorado e incerto, então não adianta querer passar a carruagem à frente dos bois.

Abraço a todos!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Atualização do quadro de pedidos recebidos

A página de imigração do Québec atualizou o número de pedidos recebidos. Para o Grupo 2, aquele no qual o povo precisa correr há uma cota máxima imposta para recebimento de pedidos de certificados de seleção, o número, até o momento, é animador: 512 pedidos recebido.





A informação, atualizada direto na página oficial, pode ser vista aqui. Acho que ainda é cedo pra fazer uma estimativa com base nessa atualização, visto que as mudanças são recentes e muita gente deve ter tido de frear os planos de imigração pra se adequar às novas regras. Então, é possível que o número de pedidos recebidos por mês seja maior com o passar do tempo. Mas, se continuar nesse ritmo, até o fim do ano eles não atingem nem metade da cota imposta.

Bonne chance à tous!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Seis meses no processo...

Pois é, o tempo passa, o tempo voa, e a minha poupança tá quadrada esperando alguma novidade em relação ao processo.




Quatro dias atrás completei seis meses no processo. Já sabia que ia ser demorado, então não alimentei esperanças de ser chamado logo no início do ano para a entrevista. Na verdade, sempre tive pra mim que ela deve ocorrer só no segundo semestre deste ano. Mas isso não é exatamente um conforto. Ainda assim, sigo com minha vida aqui no Brasil: trabalho, estudos, projetos do que fazer lá no Canadá e/ou aqui no Brasil... de tanto ler relatos, se tem uma coisa que aprendi é que parar a vida por conta do processo só faz você se angustiar mais. Então, tenho planos pra me manter ocupado aqui também, como voltar ao curso de alemão. Se bobear, acabo fazendo outra faculdade aqui hehehe.

Ah, e semana passada, mais precisamente na quinta-feira, mandei o formulário de alteração de dados. Por desencargo de consciência, além de alterar o endereço, mandei uma cópia da declaração mais recente da Aliança Francesa atestando o último nível que concluí lá. Não sei se vão levar isso em conta pra aumentar meus pontos, mas, enfim, o máximo que pode acontecer é eles jogarem a declaração na lixeira mais próxima. Agora é torcer pra que o envelope chegue direitinho lá!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Formulário de alteração da Demande



Eu REALMENTE preciso virar o site da imigração do Québec de cabeça pra baixo de novo! Depois das alterações, eu fui lá esporadicamente pra checar determinados detalhes, mas ainda não parei pra sentar e ler tudo do início... de novo.

Enfim, logo depois que me mudei, mandei e-mails e uma carta para o Escritório de Imigração (pelo que eu tinha apurado, ainda estavam recebendo ligações e comunicados em São Paulo) informando meu novo endereço. Não recebi nenhum tipo de retorno, mesmo solicitando isso nos e-mails. Como a falta de resposta é até comum, eu deixei pra lá. Quer dizer, mais ou menos: sempre me incomodou não ter uma resposta oficial. Tentei falar no escritório em São Paulo e sempre dava ocupado. Aí utilizei o "para nos contatar" do site do Escritório de Imigração, depois de ver relatos que diziam que o pessoal do México é ligeirinho pra responder. Nada. Finalmente, resolvi escrever para o escritório do México e, ao visitar o site pra procurar o endereço... eis que descubro que existe um formulário para solicitar alterações à demande de certificat de séléction. É esse aqui

Confesso que bateu um pouco de medo. Não sei desde quando esse formulário está lá, talvez desde sempre e eu que não tivesse visto antes, mas fiquei pensando no quanto eu já escrevi pros escritórios sem ter enviado esse formulário. Não acredito que seja algo essencial, mas é aquela coisa... se há um formulário pra isso, melhor utilizá-lo, não? Então, lá vou eu preenchê-lo e mandar essa semana. E vou torcer pra que eles não tenham desconsiderado meus comunicados anteriores. Já pensou se mandaram alguma coisa pro meu endereço antigo só porque não preenchi esse formulário? Ai...

Bonne semaine à tout le monde!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Mais mudanças a caminho

É, o governo canadense deixou a Jean Grey de lado e virou a Fênix Negra tá realmente fechando o cerco. Como pode ser conferido neste link, foi anunciado hoje que as reformas no processo federal de imigração de  trabalhadores qualificados (Federal Skilled Workers), "visando mais celeridade e também os objetivos econômicos do Canadá", continuam de vento em popa nos próximos meses. Dentre o que foi aventado, está, inclusive, a possibilidade de mudanças retroativas. Ou seja, alguém que já mandou a papelada pode ser colhido por alguma reviravolta - para o bem ou para o mal.

O artigo em questão exemplifica, afirmando que, se por acaso uma determinação estabelecer que médicos devem ser prioritários, a qualquer tempo, todos os candidatos que possuem essa profissão ganharão status prioritário e passarão à frente dos demais, não importando há quanto tempo mandaram os documentos ou quais outros candidatos mandaram-nos antes deles. Corrijam-me se eu estiver errado, mas da mesma forma, por dedução, se por acaso você é prioritário de acordo com as regras de hoje, e a sua profissão é cortada da lista, você perde esse status e vai ser tratado como um qualquer alguém que não possui esse status, podendo, inclusive, ser excluído da seleção.

Lembro que, pelo menos até agora, isso afeta apenas o processo federal de imigração, não atingindo os processos provinciais. De qualquer forma, é bom manter as antenas apontadas lá pras terras do norte, porque essas mudanças não parecem que vão acabar tão cedo.

Bonne chance à tous!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Processo de Manitoba - breves informações e relato

Com o processo de imigração por Québec fechando as portas na cara de todo mundo tornando-se mais restrito, os candidatos a imigrantes começam a olhar para outras opções, inclusive na Latvéria fora do Canadá. 

Como muitos sabem, muitas (se não todas) as províncias canadenses possuem seus próprios programas de imigração, assim como o Québec. O do Québec é o mais conhecido e divulgado porque, até bem pouco tempo, era bem mais aberto e o que mais opções dava a quem não tinha, digamos, todas as qualidades exigidas para pular daqui pra lá. Mas, com as recentes restrições e mudanças, é bom saber que há outras opções. 



Um processo que foi divulgado há relativamente pouco tempo, este ainda dentro de terras canadenses, é o da província de Manitoba. Não cheguei a ler a fundo sobre os requisitos para o processo, mas, em resumo, seria assim: você, cortando o leitinho das crianças bancando do seu próprio bolso, faria uma viagem exploratória à província. Nela, reuniria informações, principalmente sobre o mercado de trabalho local relativo à profissão que pretende exercer lá, além de outras como custo de vida, bairros e etc, e, ao final da viagem, seria entrevistado por um oficial do governo. Com base na conversa que vocês tiverem, ele pode ou não aprovar a sua imigração pra lá.

Esse é um processo ainda pouco conhecido, até porque não só é necessário fazer uma boa pesquisa antes (ou seja, realmente saber em quais cidades você poderia exercer sua profissão sem maiores problemas), como também é aconselhável contatar empresas até mesmo antes da tal viagem, a fim de garantir umas palavrinhas com quem pode ser seu empregador por lá. Isso sem falar, é claro, que a viagem toda é bancada por você mesmo, incluindo tudo mais que você fizer por lá. Tem gente que acha isso o pior, já que você, no fim das contas, só tem uma garantia de ser entrevistado no final, ou seja, não tem tabelinha de pontos pra somar e ver se suas chances são maiores ou menores. Mas enfim, se for pra comparar, tem gente que paga todo o processo do Québec, faz uma ou mais viagens pra lá pra conseguir pontos (dentre outras coisas) e, no final, também não tem garantia nenhuma, já que (como muita gente esquece e como fomos devidamente lembrados há pouco tempo), o processo muda e a decisão final é do governo canadense.

Bom, quem quiser saber mais pode dar uma olhada nos links abaixo:

Site do processo de imigração para Manitoba: http://www.immigratemanitoba.com/
Relato de alguém que conseguiu passar no processo (em inglês): http://www.sacanada.org/topic/16381-manitoba-exploratory-visit-for-pr-route/