Mostrando postagens com marcador palestra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador palestra. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 26 de março de 2015

Palestras do governo para recém-chegados

Desde sexta-feira passada, estou num intensivão de palestras do governo para imigrantes recém-chegados. Fui inscrito em duas, ambas quando passei pela salinha do Quebec no aeroporto de Montreal, após fazer meu landing. A funcionária que me atendeu me ofereceu essas palestras e fez minha inscrição na hora, me entregando em seguida as folhinhas impressas com endereço e horário.

A primeira, que foi a da sexta-feira passada, era sobre as etapas de instalação para quem acabou de chegar. Dura três horas, e nela o palestrante fala sobre (quase) tudo: habitação, carteira de motorista, assurance maladie, escola, NAS, conta bancária, auxílios... mas não entra em grandes detalhes sobre nada disso. Você pode fazer perguntas e tudo mais, mas fica claro que a intenção é mostrar para o recém-chegado que existe isso, isso e aquilo no Quebec, e que, se ele quiser se informar mais, deve ir aqui, aqui e ali. Não é algo para eles te pegarem pela mão, analisarem tua situação específica e dizer o que você deve (ou poderia) fazer. Para quem passou anos fazendo pesquisas para o processo, não há muita novidade. Ainda assim, é bom ir para pegar alguns detalhes, tirar dúvidas ou treinar o francês (porque isso nunca é demais).


Objectif intégration

A outra, na verdade, é um ciclo de uma semana que começou, pra mim, na segunda à tarde. Tem sido todos os dias, pela manhã e à tarde, e termina amanhã pela manhã. Essas são as palestras que todo mundo devia ter direito a assistir antes de vir pra cá, talvez até mesmo antes de entrar no processo. Eles botam a real sobre o mercado de trabalho do Quebec, sobre o que é levado em conta numa contratação, sobre os costumes no ambiente de trabalho. Falaram sobre currículo, entrevista, seguro-desemprego, impostos, salário... enfim, um milhão de coisas sobre integração do imigrante ao mercado de trabalho.

Aliás, alguns imigrantes que estão na mesma turma que eu levantaram a peteca de que o programa de imigração é enganoso, que o Quebec faz parecer que tudo é fácil e tralálá, mas que só aqui é que a gente descobre como as coisas são. Resposta do palestrante: realmente, só dá pra sentir na pele quando se está aqui, mas todas as informações que ele passa estão disponíveis na Internet, nos sites do governo, em cartilhas, brochuras e outros meios, e quem planeja e lê para entrar no processo acaba entrando em contato com tudo. De forma que, se você achou que seria fácil, você não pesquisou o suficiente.




Na segunda-feira, parecia que o negócio não ia pra lugar algum. Basicamente, a palestra foi sobre história do Quebec e os valores da sociedade. Mas logo fica evidente que isso é para ambientar quem está chegando de fora (isto é, nós) sobre os motivos de certas coisas serem como são. Aqui e ali você consegue fazer relações entre a história, a sociedade e o modus operandi do mercado de trabalho quebequense. Claro, não dá pra ficar expert no assunto, mas serve pra você ver que há uma razão de ser para as coisas (pelo menos em alguns casos).

Na terça e na quarta, as palestras foram focadas no tal plano de ação personalizado. Basicamente, foi pra deixar claro que é preciso definir qual o seu objetivo profissional aqui, e daí ver se falta algo pra você poder chegar até lá e, em caso afirmativo, como fazer pra atingir o objetivo. Um exemplo que o palestrante deu foi de uma francesa que imigrou para o Quebec e se candidatou a uma vaga de caixa em um banco local. Ela possuía vários anos de experiência atuando em bancos franceses, principalmente em serviços ligados ao atendimento à clientela, mas optou por começar como caixa aqui. Amigos e parentes disseram que ela não precisava começar por baixo devido à fluência no idioma e à experiência profissional, e a resposta dela era que ela realmente tinha tudo isso, mas ela não conhecia o sistema bancário canadense e nem as relações interpessoais aqui. Começando "de baixo", ela teria condições de aprender tudo isso e reconstruir sua carreira aqui, já que seu objetivo era fazer o mesmo que fazia na França.

Obviamente, essa é uma escolha pessoal. Tem gente que não admite dar passos para trás, outros precisam estudar para obter condições de se candidatar a um emprego, e há ainda aqueles que resolvem mudar totalmente de carreira. Em cada caso, um objetivo, e, para cada objetivo, um caminho diferente a seguir. Esse é a mais ou menos o resumo desses dois dias de palestra.

Hoje foi basicamente sobre aspectos legais do trabalho. Uma coisa que eu particularmente não sabia é que nem sempre há contrato de trabalho. Você pode trabalhar sem contrato e, ainda assim, estar dentro da lei (desde que o empregador e você mesmo paguem seus impostos e cumpram o estabelecido, claro). Quando não há contrato firmado, aplicam-se as leis trabalhistas mínimas, uma espécie de contrato geral estabelecido por lei que dita qual é o mínimo em cada aspecto do trabalho (salário, folgas, férias, seguro, etc).

O último módulo será amanhã, e vai cobrir as oportunidades de emprego fora de Montreal. Há um esforço do governo para que as pessoas escolham outras cidades que não Montreal, já que a concorrência aqui é grande e tende a aumentar ainda mais com os imigrantes chegando e se estabelecendo aqui. Então acho que amanhã rola um jabá de Trois-Rivières e companhia.


Vale a pena participar das palestras?

Que fique bem claro que essas palestras não são obrigatórias. No aeroporto, eu poderia ter dito "não, moça, não quero participar não, brigado" ou ˜valeu, mas eu tenho outras coisas pra fazer (tipo postar fotos no Facebook pra mostrar que eu cheguei), então vou me inscrever depois˜. Aliás, quem não chega por Montreal ou quem chega em horários, digamos, pouco convencionais (tipo três da manhã) não "ganha" inscrição direto nas palestras. Precisa ligar e marcar, se quiser participar.

Mas eu aconselho todo mundo a participar. Além de dar uma relembrada em muita coisa que você provavelmente já viu nas pesquisas, com certeza uma ou outra coisa será nova pra você. E com o bônus de você poder tirar alguma dúvida mais específica com a pessoa ali, na hora. Há muita, muita informação mesmo, mas eles dão material impresso (folhas impressas, apostilas, etc) que permitem que você reveja tudo em casa. E nesse material você sempre encontra telefone e página na Internet de cada órgão responsável por cada assunto. Quem conhece o guia Apprendre le Québec já tem uma noção boa de como isso funciona.

Embora as informações sejam úteis e tal, não dá pra negar que é muita coisa pra quem está chegando e ainda não conseguiu nem entender pra que lado é o metrô. Ainda assim, se você não conseguir assimilar nada ou achar tudo muito chato, vale, pelo menos, para praticar o francês. Bien entendu, as palestras são todas em francês, e os sotaques variam muito. Na minha turma, sou o único brasileiro. Tem uma colombiana, um chinês, um casal de iranianos (que sumiu desde ontem), e o restante é composto de argelinos e marroquinos. Então a parabólica das zureba é forçada a ficar tentando sintonizar cada sotaque pra poder entender tudo. E foi justamente lá que consegui começar a falar com mais calma desde que cheguei. Acho que estar num ambiente mais informal ajudou bastante. Eu fico quietinho no meu canto, mas quando sou chamado a participar, participo. Ontem um argelino até resolveu que queria conversar comigo e passou o horário do almoço inteiro batendo papo. O sotaque é punk virado no cão, mas, depois de um tempinho, as parabólicas se ajeitam e a coisa flui melhor.

Ah, uma coisa que é pisada e repisada nas palestras é a importância do trabalho voluntário e do networking (ou résautage). Em todos os tópicos, esses dois itens sempre voltam à pauta, de modo que é bom tê-los sempre em mente em terras canadenses.

Mesmo sendo útil, confesso que não vejo a hora do negócio acabar amanhã. Tenho que continuar procurando apartamento (assunto para outro post) e começar/terminar/continuar uma série de outras coisas pra cujo tempo tem sido escasso por causa dessas palestras. Mas courage, tá logo ali.

À bientôt!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Sobre consultores

Algumas das perguntas que mais chegam pra mim por e-mail dizem respeito a consultoria. Se eu usei, qual a melhor, se vale a pena, se dá mais chances, se é melhor fazer com consultores que já trabalharam pro escritório de imigração... Enfim, como elas se repetem com frequência, lá vai um post sobre o assunto.

Antes de mais nada, que fique claro: quase tudo que eu escrever aqui é a minha opinião. Métodos científicos utilizados foram reflexão de banheiro e alguns casos que vi por aí. Então, lembre-se de que nada aqui é verdade absoluta.

Prontos? Então tá.



Pra começar, eu não usei consultoria alguma em nenhuma etapa do processo. E não usei por três motivos: 1) desde a primeira palestra de imigração à qual fui, todos os funcionários dos escritórios de imigração sempre falaram que o processo não precisava ser feito por meio de consultores ou despachantes, e que a utilização dos serviços deles não dava mais pontos e nem tornava prioritário o processo de qualquer candidato; 2) todas as informações necessárias para dar entrada no processo estão na Internet, nos sites oficiais (e em vários não-oficiais), algo que também sempre era repetido nas palestras; 3) eu prefiro gastar o valor cobrado pelos consultores em algo como comer, rezar e amar livros, gibis e jogos de vídeo-game. Logo, não vi motivo algum pra sentar na frente de um consultor.

E quer saber? Realmente, não senti a menor falta. Tive, sim, que ler muito, mas muuuuuuuuuuuito mesmo, me contorci com algumas dúvidas, umas do tipo "iniciante tem mesmo é que sofrer" e outras que eram mais relevantes e cuja resposta eu não encontrei tão fácil. Mas, ainda assim, com o tanto de blogues, fóruns e sites espalhados por aí, você sempre consegue garimpar as informações de que precisa ou, pelo menos, onde obtê-las. É um trabalho de paciência, análise, cruzamento de dados e informações, mas é totalmente possível de fazer. E ainda traz um benefício: o tempo gasto e o envolvimento necessário fazem com que você entenda um pouco melhor no que está se metendo e também permitem que a adrenalina inicial que a ideia de mudar de país causa baixe a um nível que te permita pensar com o cérebro mesmo, e não com as fotos de contos de fadas de Montreal/Toronto/Vancouver ou sei lá onde na cabeça.

Só pra ilustrar: eu tomei a decisão de imigrar no início de 2010, comecei a estudar francês no meio daquele ano, e só fui dar entrada no processo no fim de 2011. E uma parte muito grande desse tempo foi gasta lendo, pesquisando, perguntando, lendo mais um pouco, contando pontos e por aí vai. Apesar da quantidade esmagadora de informações que a gente recebe no início, tudo começa a fazer sentido com o tempo. A grande inimiga no início do processo de imigração é a ansiedade, porque a gente fica querendo mandar o dossiê pra ontem! Aliás, a ansiedade acaba deixando de ser inimiga e acaba passando a ser uma companheira de chá com bolachas, porque você fica ansioso pra mandar o processo, depois pra saber se receberam, pra saber se vai ser entrevistado, se vai ser aprovado, etc, etc, etc.

Depois de passar por tudo, concluí que, em 99,9% dos casos, consultoria não é necessária. Uma boa dose de leitura, pesquisa e paciência consegue dar conta do recado. Mas, infelizmente, tenho visto com cada vez mais frequência pessoas com uma pressa danada pra iniciar e concluir o processo, e que correm para um consultor nem bem ouvem falar sobre o processo de imigração. E o motivo é o mais fraco de todos: preguiça. Preguiça de sentar, ler e pesquisar. Muitos preferem pagar alguém para explicar o processo tim-tim por tim-tim do que gastar algumas horas por dia para entender como tudo funciona. Em outros casos, é a insegurança, o medo de fazer alguma coisa errada que leva o candidato a imigração a buscar um consultor. E, tudo bem, até entendo que errar algo na montagem do processo pode levar a meses de atraso e a um retrabalho desnecessário, mas se você está inseguro por causa de alguns formulários a serem preenchidos, o que vai acontecer quando você tiver de fazer imposto de renda no Canadá (em inglês ou francês)? Ou quando precisar de algum serviço por lá, público ou particular? Vai chamar um consultor também?

"Ah", protesta o cidadão incauto, "mas, se um consultor já está por dentro do processo e pode me passar tudo numa sentada só, por que eu deveria gastar o meu tempo lendo e pesquisando algo que eu nem entendo?".

Bom, primeiro porque é seu dever. Ou, pelo menos, deveria ser. Você não está fazendo um contrato com operadora de celular. Você está embarcando num projeto de mudança total de vida. Cada informação que você busca te instrui não só em relação ao processo, mas também ao país pro qual você está indo. Se isso não for suficiente como motivo, tem também o fato de que nem sempre os consultores sabem tudo. Eles também são seres humanos, podem errar ou ficar desatualizados. Mudanças nos processos de imigração não são tão raras, e os consultores não recebem aviso em sonhos ou mesmo uma mala direta sobre as mudanças. Eles ficam sabendo junto com todo mundo. Outro ponto é que pagar um consultor sai caro. Os valores podem variar bastante, mas já vi gente gastando oito mil legais com consultoria. Se isso é pouco ou muito pra você, eu não sei, mas não é troco de padaria. E isso é só a consultoria; ainda tem as taxas do processo, despesas com envio de documentação, xerox, impressão, passagens e por aí vai. E, finalmente, tem a garantia, ou melhor, a ausência dela: nenhum consultor vai poder te dizer se você vai ou não vai ser aceito como imigrante. Ele vai, no máximo, te dar uma ideia das suas chances, mas isso você pode descobrir sozinho. Sabe aquele pessoal que gastou oito mil moedas de ouro com consultoria? Pois é, o visto deles foi negado no final.

Na minha opinião, as únicas pessoas que podem ter alguma justificativa para a consultoria são aquelas que têm profissões muito fora do padrão, que não se encaixam nos principais processos de imigração ou cuja situação seja muito particular. É muito fácil querer dizer que a sua situação é "particular" e que, por isso, é melhor você ir atrás de um consultor, mas a verdade é que esses casos são raríssimos. Por mais que você tenha vivido la vida loca, é muito mais provável que se encaixe em um ou outro perfil de um determinado processo do que ser essa entidade mística que nunca ninguém viu. Mas, se você é uma delas, meu conselho é: vai fundo na consultoria. Do contrário, contenha a ansiedade, deixe a preguiça de lado e vai meter a cara DE VERDADE no processo!

No fim das contas, cada um sabe de si, e se você aí que está começando o processo e está lendo isso aqui quiser e puder pagar um consultor, obviamente eu não tenho nada com isso. Não desmereço nenhum deles (até porque, como disse, não utilizei os serviços de nenhum) e com certeza há profissionais muito bons por aí. O que eu quero deixar claro é que é possível fazer qualquer processo de imigração para o Canadá sem precisar de ninguém e, de quera, economizar uma boa grana. Eu e tantos outros por aí somos as provas disso.

À bientôt!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Palestra de informação

Então, mes amis... ontem rolou uma daquelas famosas e singelas palestras de informação sobre a imigração para o Québec, um oferecimento glorioso do BIQ-México.

(O quê? Você está começando o processo agora, fazendo as pesquisas e não faz ideia do que seja uma palestra de informação? Bom, em resumo, são palestras promovidas pelo Escritório de Imigração do Québec no México para informar aos interessados os requisitos e procedimentos para você dar entrada no processo de imigração e, quem sabe, pagar de gostoso(a) tirando foto na neve em [insira aqui sua cidade preferida da província] com temperatura de -15ºC. Há palestras presenciais e virtuais, e você pode se inscrever aqui.).

Enfim, como ainda tenho amigos e conhecidos que estão em vias de dar entrada no processo ou que amargam a espera imposta pelo BIQ e suas serpentes do mal, resolvi participar para tentar colher informações. No fim das contas, para quem já conhece o processo e as mudanças que ocorreram em 1º de agosto de l'année dernière, nenhuma novidade. Mas vamos lá.




1. Não há previsão de entrevistas no Brasil ainda. A Perla, que parece mais segura a cada palestra, afirmou que não sabe nem quais cidades e nem quando a(s) missão(ões) ocorrerá(ão). O que ela deixou transparecer, embora sem afirmar categoricamente, é que haverá, sim, missões de entrevista ainda este ano (o que, convenhamos, já é um alívio);

2. Ela disse que não há mudanças previstas para as regras que valem até 31 de março de 2014. Essa questão apareceu uma segunda vez, já bem depois de iniciada a sessão de perguntas, e a impressão que eu tenho é que essa parte da palestra funciona igual bebida: depois de um tempo, a pessoa já é amiga e começa a falar mais. Enfim, na segunda vez em que a pergunta surgiu, em vez de dizer que achava "difícil" novas mudanças agora, ela soltou um "eu duvido". DUAS vezes. Ou seja, embora nunca possamos levar isso pra casa como informação 100% segura, quem está angustiado com medo de ser pego de surpresa por mudanças pode ficar um pouco mais tranquilo, aparentemente;

3. Ela voltou a dizer, como nas palestras do ano passado, que a etapa provincial dura aproximadamente 1 ano, mais 1 ano da etapa federal. A primeira reação é rir disso, já que sabemos de pessoas que estão desde 2011 aguardando uma entrevista, mas pode ser que, com a diminuição do número de processos devido ao aumento dos requisitos, essa seja a meta do Ministério da Imigração do Québec. Eu mesmo recebi o pedido de exames médicos com 9 meses de etapa federal, depois que o pessoal do consulado virou no Red Bull deu um gás no fim do ano passado/início deste ano;

4. A Perla explicou um pouco mais os procedimentos do BIQ: depois que eles recebem o dossiê com o pedido de CSQ, eles fazem uma pré-análise para verificar se toda a documentação obrigatória foi incluída e preenchida. Se algo fica faltando, eles devolvem a papelada por falta de documentos e/ou formulários incompletos. Se está tudo ok, eles fazem o débito no cartão de crédito e o dossiê segue para a pilha onde será feita a análise propriamente dita, ou seja, a etapa na qual alguém vai pegar cada documento, atribuir pontos de acordo com a tabela utilizada atualmente e, no final, dará o veredito: CSQ em casa, entrevista ou recusa;

5. Ainda em relação ao tempo de processamento, ela deixou claro que, se você ainda não tem toda a documentação obrigatória, não mande o dossiê! Corra atrás e junte o que falta para não correr riscos (lembrando que a taxa que você precisa pagar para ter o dossiê analisado não é reembolsável, independente de você conseguir o CSQ ou não). Em contrapartida, ela também disse que, se você, na verdade, já possui um documento como, por exemplo, o resultado do TCFQ ou do IELTS e pretende mandar outro dentro de mais ou menos um mês com nota maior e, com isso, ganhar mais pontos, não há problema em mandar o dossiê e depois agregar o tal documento novo. Ela afirmou que é praticamente impossível um dossiê ser analisado pelo BIQ em um mês;

6. Quanto às copies certifiées conformes, que deram um rebuliço do cão ano passado, ela explicou o que a maioria já sabe: para o BIQ, essas cópias são nada mais, nada menos que cópias simples dos documentos originais com um carimbo de "confere com o original" da instituição que emitiu o documento e uma assinatura de um funcionário dessa mesma instituição. Exemplo: você pega seu diploma de nível superior, vai até a faculdade que o emitiu e pede para eles tirarem uma xerox e baterem um carimbo de "confere com o original" e assinar. Pronto, essa é a sua copie certifiée conforme do diploma.  O BIQ tomou conhecimento da dificuldade que algumas instituições aqui no  Brasil impõem para fornecer essa coisa simples que é uma cópia autenticada administrativamente, então a Perla falou que, se não tiver jeito e a instituição não bater o carimbo nem assinar, você pode autenticar em cartório e mandar. Ela frisou que essa deve ser a última opção (mas não deu motivos pelos quais isso vale menos pra eles do que a tal copie certifiée conforme. Acho que é uma preferência mesmo);

7. A ordem de tratamento dos dossiês está assim: primeiro, candidatos que possuem uma oferta de emprego validada pelo MICC. Segundo a Perla, dificilmente alguém aparece com isso, mas, quando aparece, pula na frente de todo mundo. Em seguida, candidatos que ganhem 6, 12 ou 16 pontos pela área de formação. De novo segundo a Perla, a maioria esmagadora das pessoas que manda dossiês hoje em dia ganha uma dessas pontuações, o que, na prática, faz com que todo mundo seja tratado na mesma linha. Por último, são tratados os dossiês de quem não ganha ponto algum pela área de formação. Isso leva a um pouco de reflexão em relação aos prazos: se você não ganha ponto nenhum pela área de formação, você quase sempre vai ser preterido em relação às pessoas que ganham, o que fará com que seu processo demore mais que a média;

8. O efeito "congela", segundo a Perla, continua sendo aplicado, mas à sua situação pessoal, não à validade das regras (como todos ficamos sabendo ano passado, quando jogaram todo mundo no mesmo saco e disseram que, dali pra frente, ia ser desse jeito). Ou seja, se, quando mandou seu dossiê, você contava 30 primaveras, e já faz 3 anos que te esqueceram lá no BIQ seu processo não anda, eles ainda vão considerar suas 30 primaveras na hora em que analisarem seu dossiê. O que ficou nas entrelinhas, contudo, é que, se resolverem que agora a idade limite para não perder pontos é 25 anos, eles vão continuar considerando você com 30 anos, mas há a possibilidade de que você tenha a pontuação descontada. Agradável, não?;

Bom, acho que isso é o principal. Claro que teve aquela apresentação do Québec, da qual você sai parecendo que vai pra Disney de tanto que tudo parece perfeito, mas, depois de algumas palestras, a gente até dispensa isso. Houve também, como já falei, a sessão de perguntas, e isso às vezes é um tormento... olha, tudo bem a pessoa ter tomado conhecimento do processo há pouco tempo e não entender, por exemplo, a diferença entre a etapa provincial e a etapa federal, ou mesmo que há vários processos provinciais e um processo federal... Beleza, se você está no início das pesquisas, são dúvidas comuns. Agora o cidadão me perguntar se pode levar o filho escondido pro Canadá (ou seja, sem um dos pais consentir) é dose, hein? Se isso é crime no Brasil, você acha que no Canadá vai ser o quê? Pegadinha do Malandro?

Se eu lembrar de mais alguma coisa, volto aqui e edito o post.

À bientôt!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Novas palestras de imigração

Passando aqui rapidinho apenas para deixar registrado que estão abertas as inscrições para as palestras informativas sobre o processo de imigração por Québec. As palestras ocorrerão em março em diversas cidades brasileiras, incluindo palestras específicas para enfermeiros nas cidades de Curitiba, Salvador e São Paulo. É uma boa para quem quer mais informações antes de iniciar o processo e também para os que já estão nele e querem mostrar um tanto de insatisfação em relação à demora hehehe.

Particularmente, acho que essas palestras podem ser importantes para quem está para dar entrada no processo. A partir de 1º de abril, é possível que certas regras mudem e/ou sejam incluídas/excluídas determinadas profissões. As palestras podem adiantar algumas coisas, portanto fiquem atentos.

O link da página com as cidades e datas é http://www.immigration-quebec.gouv.qc.ca/pt/biq/mexico/palestras/index.php (lembrando que as inscrições podem ser feitas online, clicando no botão mais à direita, na linha da cidade/data desejada).

À bientôt!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Mais notícias direto das palestras!

Olá, gente!

Parece que o que coletei e relatei ontem aqui vai se confirmar. De novo, por meio de relatos de quem foi à palestra de Curitiba, confirmaram-se algumas coisas:


  • Primeiro: foi dito, com todas as letras, que pretendem finalizar todos os processos enviados até agora com essa missão no fim do ano. A intenção realmente é a de, a partir do ano que vem, só fazer entrevistas em alguns poucos casos, e fazer uso das regras de certificações oficiais de idiomas (e outras que venham a ser implementadas) para decidir a concessão ou não do CSQ sem precisar de entrevista;
  • Os CSQs pelo correio serão enviados não necessariamente à época da missão aqui no Brasil. Segundo o relato de quem assistiu à palestra, eles serão enviados à medida que os processos forem decididos. Ou seja, pode ter gente já, já recebendo um presente pelo correio;
  • Uma notícia não tão estimulante e que, ao meu ver, pode até comprometer um pouco aquela informação sobre finalizar todos os processos, é que, pelo que foi falado, ninguém no BIQ México tinha sequer tocado em dossiês brasileiros antes de agosto deste ano. A partir do mês passado foi que eles resolveram concentrar os esforços nas análises da papelada dos brasileiros. Fico imaginando a trabalheira que deve ser, e imaginando se vão dar conta de tudo mesmo até o fim do ano, mas, enfim, como disseram que vão, a gente acredita, né?
  • Para quem é enfermeiro, a Perla chegou a dizer que a formação no Brasil é uma das melhores do mundo e que o período de "estágio" ou complementação da formação é consideravelmente menor do que de pessoas de outras nacionalidades. A gente vê umas histórias de arrepiar vindas de enfermeiros  imigrantes, mas, de novo, se é pra acreditar no que eles dizem, então...

Enfim, no geral, as coisas parecem realmente estar tomando um rumo concreto neste segundo semestre! Essa é a parte boa. 

No lado da parte ruim, infelizmente eu já soube de uma pessoa (um casal, na verdade) que teve o dossiê devolvido por ter sido recusado. Não conheço as pessoas, não sei quem são, e sei pouquíssimos detalhes, mas aparentemente não exerceram, nos últimos cinco anos, pelo menos um ano da atividade de formação que indicaram no formulário. Fiquei meio assim, porque, até a mudança do ano passado, o Gilles falava claramente que a formação podia ser numa coisa e a experiência em outra, mas enfim, sem saber se esse casal mandou antes ou depois das mudanças, e sem saber se outros fatores afetaram a decisão, é impossível falar qualquer coisa. Agora, que me deu um frio na espinha, isso deu.