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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Ainda sobre a garganta

Passando para atualizar o episódio sobre a consulta médica. Depois de ficar (positivamente) impressionado pelo atendimento na minha primeira consulta médica nas Terras do Norte, tive que tirar alguns pontinhos no quesito "atenção ao paciente", já que não me ligaram de volta no prazo dado.

Tá certo que eu não estava morrendo, como comentei no último post, mas, ainda assim, estava esperando (em teoria; já, já explico o porquê) o diagnóstico para comprar a medicação e tomar.  Haviam me dado prazo de quarenta e oito horas, forçando um pouco depois para setenta e duas. Quarenta e oito horas daria na sexta; setenta e duas horas, no sábado, e a clínica não abre no fim de semana. Então, se a dor tivesse aumentado ou se outros sintomas tivessem surgido, eu ficaria amargando até a semana seguinte. Não ligaram até sexta à tarde, mas achei que ligariam na segunda. Nada. Terça? Também não. Até que, na quarta, eu mesmo peguei o telefone e liguei. Fui transferido para a enfermeira que, sem tocar na questão do prazo, praticamente leu o resultado do exame pra mim.

—Cultura de garganta... tá, tá, tá... material colhido em tá, tá, tá... hmm... ah, aqui! Ah, não, não é... tá, tá, tá... Ok, então é o seguinte: é bactéria mesmo, só que não é a tipo A, que é a mais comum, é a tipo C.

—E é pior? Posso tomar o antibiótico?

Ela fez silêncio por alguns segundos, o tipo da coisa que dá origem àquele pensamento de que você  só tem mais algumas horas de vida, e daí disse:

—Eu não sei dizer se o antibiótico serve para essa bactéria. Façamos assim: vou ligar para a médica agora, o senhor aguarda na linha e eu passo o que ela me falar, certo?

Eu disse que tudo bem, agradeci e esperei, mas não adiantou. Ela voltou pouco depois, dizendo que o telefone da médica estava ocupado e que me ligaria de volta dali a cinco minutos. Passaram-se cinco minutos, dez, quinze, meia hora, uma hora, duas horas, quatro... eu já estava vivendo a vida loca de novo quando, pouco depois das cinco da tarde, a própria médica me ligou. Perguntou como eu estava me sentindo, meu coraçãozinho amargurado quis dizer "estou morrendo, e a culpa é sua, que me deixou uma semana esperando pelo resultado de um exame". Mas falei que estava tudo bem. Ela foi mais específica então e perguntou sobre os sintomas, e eu disse que tudo havia desaparecido, exceto a dor na garganta, embora estivesse bem melhor. Ela então falou que o exame tinha retornado positivo para bactéria e que eu podia tomar o antibiótico, não só por ainda estar sentindo dor, mas também para termos certeza de que a bactéria foi pro saco. Falei então que ia comprar, agradeci e desliguei.

Só que aqui vai uma confissão: eu não esperei esse tempo todo pra comprar o remédio. Não tentem isso em casa sem a supervisão de um adulto, mas eu tinha 99% de certeza de que a minha infecção de garganta era bacteriana, ou, pelo menos, que não era uma infecção viral comum, que eu tinha bastante no Brasil. Então, quando não me ligaram na sexta, eu saí e comprei o antibiótico, porque não estava a fim de ficar sei lá quantos dias com dor de garganta. Comecei a tomar no sábado, seguindo a prescrição direitinho. Quando a médica me ligou, eu já estava no último dia do tratamento. Acho que até por isso só tomei a atitude de pegar o telefone e ligar depois de vários dias. Afinal, já estava medicado, os sintomas estavam sumindo, então não tive pressa. Mas que achei que foi um tanto descaso com a minha bactéria tipo C, isso achei.

Minha primeira vez na farmácia para comprar remédio controlado (antibiótico não é vendido sem receita aqui) foi mais uma pequena mostra da cultura cotidiana por aqui. Fui ao balcão dos remédios, apresentei minha receita e a atendente fez um cadastro usando minha carteira da Assurance Maladie e fazendo algumas perguntas (endereço, alergias a medicamentos, etc). Ela reteve a receita e a carteirinha e falou que eu seria atendido em um outro guichê, do outro lado do balcão, e que havia três pessoas na minha frente. Aguardei até que o farmacêutico me chamasse pelo nome. Ele perguntou rapidamente sobre o resultado do exame (eu disse que tinha dado positivo para infecção bacteriana. Eu estava lendo o futuro. Me processem), ele explicou o funcionamento do medicamento, possíveis efeitos colaterais, repetiu as instruções para o tratamento e perguntou se eu tinha dúvidas. Diante da negativa, passou a peteca para a atendente, que me devolveu minha carteirinha (mas não a receita), me deu o remédio e cobrou o valor. 

Final da história: estou com a garganta novinha em folha, conheci um pouco do atendimento nas clínicas e farmácias daqui, e a experiência foi positiva, no geral. Por mais que eu ache que a clínica devia ter me ligado (afinal, disseram que iam ligar), eu poderia ter ligado lá na sexta ou, no mais tardar, na segunda pra saber se já tinham o resultado. Não acho que eles teriam feito isso se o caso fosse mais sério, mas aí é só achismo meu. De qualquer forma, o bom é que teve final feliz! 

À bientôt!

terça-feira, 8 de abril de 2014

Passaporte, meu filho, cadê você??



E continuo na espera pelo pedido de passaportes!! Depois do alívio em ter o e-CAS alterado e da alegria de ver companheiros de jornada fazendo exames médicos, tendo respostas há muito esperadas e recebendo o pedido de passaportes, bem que o consulado podia virar a cabeça na minha direção de novo, né? Hein?? Hein, consulado??

Por um lado, a demora não é de todo ruim. Saio de férias no fim do mês, se tudo der certo, e queria dar uma esticadinha até o ixtranjêro. Até onde eu sei, o prazo para mandarmos o passaporte para o consulado é de 30 dias contados do pedido (me corrijam se eu estiver errado); se eu recebesse no finalzinho do mês passado ou comecinho deste mês, minha esticadinha provavelmente seria até Boró do Oeste ou algo assim. Se o consulado não me pedir o passaporte até o fim desta semana, já estarei fora de perigo e poderei desfrutar tranquilamente das minhas amadas e ansiosamente aguardadas férias.

Por outro lado... bom, não tem lá um outro lado, pra falar a verdade. Sim, é ruim não ter notícias, principalmente depois da demora em relação à atualização do e-CAS e algumas informações desencontradas. Mas, ainda assim, até agora eu me considero sortudo nesse processo: dei entrada em 2011, calculei uns 2 anos para fazer a entrevista (me chamaram com 1 ano e meio de processo provincial), depois calculei mais dois anos para exames médicos e passaporte (me enviaram o pedido dos exames com 9 meses de processo federal), e, se tudo der certo, no fim deste ano ou início do ano que vem estarei nas Terras do Norte. Então, motivo pra reclamar do processo eu realmente não tenho muito, ainda mais tendo em vista a angústia que tantas pessoas passaram e vem passando por aí na espera de uma resposta ou mesmo algum tipo de confirmação por parte do BIQ. Qualquer reclamação minha seria até uma afronta a essas pessoas.

Mas que eu gostaria de ter a segurança do visto no passaporte logo, ah, isso eu gostaria! E, se possível, com um prazo maior para entrar no Canadá, já que estão demorando pra me pedir o passaporte. E cobertura extra por mais um real não seria de todo ruim.

À bientôt!

quinta-feira, 27 de março de 2014

Vem ni mim, passaporte!!!!!

Galera!!! GALERA!!!!!!!!




Finalmeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeente o e-Cas mudou!!!!!!!!!! Parece que tá tudo certo MESMO!!!!

Nada do pedido de passaporte ainda, mas só de ver o e-CAS atualizado já me deixou leve como uma pluma! Agora eu sento bonitinho e espero um pouco mais!

À bientôt!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Quase! (Será?)

Nenhuma novidade no e-CAS, nem na minha caixa de entrada. Falei mais uma vez com o consulado hoje. Eu realmente não sou de ficar ligando e cobrando, mas, com as informações genéricas e não muito confiáveis que recebi do consultório e do próprio consulado, achei que valia a pena insistir.

E meu esforço rendeu frutos! Ou, pelo menos, assim espero. Consegui falar com a Adriana, fui um pouco mais incisivo e perguntei se ela tinha como ver se os meus exames já tinham sido recebidos, se estava tudo ok, e ela resolveu consultar meu processo no sistema (não tinha feito isso da outra vez). Para a nooooooooooooooooooooossa alegria, ela disse que estava tudo certo, daí falou um "peraí" e depois soltou:

- Está tudo certo, e você deve receber o pedido de passaportes esta semana.








AGORA SIM!!! AGORA eu senti firmeza!!!

VEM NI MIM, PEDIDO DE PASSAPORTE!!!!


terça-feira, 18 de março de 2014

Nada no E-CAS ainda

Minha consulta foi na segunda-feira passada e fiz os exames na terça. Os resultados foram disponibilizados pra mim (online) na quinta de manhã. Até agora, nada no E-CAS.

Momento angústia.



Como o médico com quem fiz os exames não entrega nada, e como os próprios exames são enviados online para o médico, aguentei sorrindo até hoje, olhando o E-CAS religiosamente todo dia e pensando: "logo vai mudar". Aí cansei. Como não teve mudança (e muito menos pedido de passaporte, óbvio), peguei o telefone e liguei para o consultório. Vai que, né?

A secretária, não muito feliz, me informou que se eu fiz tudo na semana passada, já devia estar finalizado. Só faltou falar "relaxa". Argumentei que, como não fico com nada, e como não houve alteração até agora, queria saber se estava tudo bem. Aí ela lembrou de perguntar qual era o país, já que eles fazem consulta exigidas por consulados de um certo número de países. Falei que era pra imigração para o Canadá e ela voltou a dizer que já devia estar finalizado. Então fui um pouquinho - só um pouquinho - mais incisivo, e disse que, como os resultados só ficaram disponíveis pra mim na quinta, não sabia se os resultados já tinham ido para o médico. Juntando com a falta de novidades no E-CAS, eu gostaria, então, que ela tivesse a gentileza de verificar, da forma que fosse possível, se estava tudo ok.

Aí então ela perguntou meu nome. E não sei se só colocou no mudo e me xingou um pouco ou se fez algo de fato, mas quando voltou ao telefone, disse que estava finalizado (=já foi encaminhado via sistema médico do CIC).

Então estou aqui, com aquela gota de suor enorme de desenho animado japonês presa no canto da testa, torcendo para que logo, logo, o E-CAS mude ou o e-mail com o pedido de passaporte chegue. Qualquer um tá valendo!

À bientôt!

terça-feira, 11 de março de 2014

Exames Médicos - Parte II: Exames feitos!

E hoje, assim, quase de passagem, fiz os exames médicos! Digo "de passagem" porque achei que ia gastar uma boa parte do dia e ia até chegar atrasado ao trabalho (já tinha avisado dessa possibilidade), mas não! Eis que fui atendido relativamente rápido nos dois laboratórios em que fui fazer o exame.

O raio X do tórax foi feito no Fleury. Só duas unidades do laboratório fazem esse tipo de exame diretamente para o visto do Canadá, de acordo com as 113498 atendentes com quem falei. Fiz questão de falar com as 113498 atendentes porque a secretária da clínica onde me consultei ontem disse que só uma unidade fazia o exame aqui em São Paulo capital, e que eu tinha de ir lá. O problema é que, além de essa unidade ser perto de Lá Onde o Vento Faz a Curva do Oeste, ela própria já tinha me dado o endereço de outra unidade por telefone. Quando apertei ela no cantinho um pouco mais, ela disse que eu poderia ligar nessa outra unidade e perguntar se eles ainda estão fazendo o raio X para o visto do consulado. Foi o que fiz. E perguntei também pelo chat online deles. E perguntei hoje também, antes e depois do exame. Então, espero não ter problemas quanto a isso. Ah, e me confirmaram também que o exame vai direto pro médico. Ah, e também não aceitaram meu convênio justamente porque é exame solicitado pelo consulado e eles dão um "desconto" em relação ao preço normal. Morri em mais 187 moedas de ouro.

Os exames de sangue (VDRL e HIV 1 e 2), fiz no Lavoisier perto do consultório em que fui ontem. A ideia era justamente sair do médico e já resolver essa parte, mas, como falei no post de ontem, não deu. Aqui, eles aceitaram meu convênio, o que foi um alívio. Enfim, foi também tranquilo. Dois tubinhos de sangue e "tenha um bom dia!".

Agora é aguardar os resultados e ficar obcecado consultando o status do E-CAS. Se tudo estiver nos conformes, dentro de algumas semanas deverei ter notícias do consulado.

À bientôt!

segunda-feira, 10 de março de 2014

Exames Médicos - Parte I: A Consulta

Eu achei que faria um post só falando dos exames médicos, mas Murphy interveio.


Eddie Murphy


A consulta estava marcada para as 09:30 hs da matina. Como só podia ser paga em dinheiro, e como eu não queria ficar andando com 300 moedas de ouro por aí aqui em São Paulo, fui sacando um pouquinho ali, um pouquinho aqui ao longo da última semana. Só que faltou uma certa quantia, que era pra eu ter sacado no fim de semana, mas que esqueci mesmo (é, o fim de semana foi bom). Aí pensei que tudo bem, era só sair mais cedo de casa, passar num caixa eletrônico e pronto.

Mas teve mais emoção. Consegui me enrolar magnanimamente de manhã, de forma que saí de casa às 08:50 (quando queria ter saído às 08:30). Fui para a agência sacar e - tcharam! - tinha acabado a luz no prédio. Pensei, pensei e resolvi pegar logo o metrô e ir logo para a região do consultório, pois com certeza eu conseguiria sacar ali por perto. Mas, como eu precisava descer numa estação específica, e ali perto havia uma agência, resolvi passar logo lá para garantir. E aí foi tudo tranquilo. E ainda bem que fiz isso, porque, quando cheguei no consultório (com 15 minutos de atraso), as pessoas que estavam lá comentaram que os caixas da região estavam todos quebrados ou fora do ar.

No consultório, todas as pessoas que estavam aguardando estavam passando pela consulta para obter algum tipo de visto. Tinha um casal de adolescentes (com a mãe) indo para os Estados Unidos, uma outra adolescente (com a mãe) indo para a Nova Zelândia e um cara que imagino que tenha no início dos 20 anos (com a mãe), que ACHO que está indo pro Canadá, mas acho que para estudar. Enfim... nem o meu desespero para sacar dinheiro, nem a corrida para minimizar o atraso foram úteis: o médico, pelo jeito, chega tarde e demora para atender todo mundo. Ah, e outra! No fim, você pode pagar fazendo transferência bancária. Rá!

Quando cheguei, já tive que sentar e esperar. Sim, antes mesmo de pedirem qualquer documento. E esperei, esperei, esperei... quando foi por volta de 10:15 hs, a mocinha da recepção me chamou e pediu meus documentos (duas vias do Rapport Médical que recebi por e-mail e carteira de identidade). Daí mandou eu esperar mais. Quando foi por volta de 10:40, ela me chamou de novo para fazer xixi no potinho e pediu para eu esperar numa outra área. Esperei e, uns 10 minutos depois, finalmente, a consulta!

O médico foi tranquilo. A primeira coisa que ele fez foi mergulhar uma fitinha no potinho. Acho que é pra ver se você chupa drogas dá alguma reação ligada a substâncias ilícitas. Fiquei ali mesmo, em pé, olhando a fitinha. Como não aconteceu nada, ele pediu para eu ir para a sala. Passado o primeiro teste, aí sim ele pediu pra eu sentar Só que a gente se senta numa cadeira a uma certa distância da mesa, o que me fez sentir como se eu fosse ser interrogado ou passar por uma nova entrevista de imigração. Bom, rolou uma entrevista, sim, mas foi como naqueles programas que entrevistavam celebridades na década de 90:

P: Um cantor?
R: Dudu Nobre.

P: Uma cor?
R: Musco-fusco.

P: Um prato?
R: Duralex.

Claro que as perguntas eram tipo "tem diabetes?", "tem ou já teve tuberculose?", "faz uso de medicamento de uso contínuo?" e por aí vai. Mas é pá-pum.

Respondido o questionário, ele pediu para eu sentar em um outro local e lá aferiu minha pressão, os batimentos cardíacos e auscultou meus pulmões. Tudo ok, também, aparentemente. Em seguida, pediu para eu sentar em outra cadeira e, de lá, ler uma plaquinha com letras que ele segurou a uma certa distância de onde eu estava, tapando primeiro um olho, depois o outro. Tudo tranquilo.

E pronto. Acabou. Acho que fiquei 10 minutos dentro da sala e morri em 300 moedas de ouro. Uma das cópias do Rapport Médical ficou com o médico e a outra a recepcionista me devolveu, com os dois pedidos de exames: um de VDRL e HIV 1+2 e outro para o raio X do tórax (PA).

O problema é que, nessa brincadeira, já tinha passado das 11 horas e, como eu tinha pedido para o meu chefe para entrar no meio-dia hoje, não ia ter tempo hábil para fazer os exames hoje. Então lá ficou o negócio para amanhã, infelizmente. Mas, contanto que dê tudo certo e os exames não sejam zicados de alguma forma, não tem problema. O importante é estar tudo bem!

Quando tiver novidades, venho contar. À bientôt!


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

E-CAS In Process!!

Pode ser uma bobeirinha de nada, mas, pra quem entrava uma vez por semana no E-CAS só para não esquecer o número do bendito e não esperava ver mudança real até pelo menos daqui a alguns meses, foi um susto (dos bons!): o status do meu processo agora mostra "In Process"! Fiquei igual a pinto no lixo animado, todo sorrisos! Tirei até foto, ó!


Como é comum ver nos vários posts espalhados pela blogosfera, a ansiedade sempre fica estabilizada quando a gente vê esse tipo de coisa no andamento dos processos. Se o BIQ, o CIC e o consulado fizesse mmais isso, acredito que veríamos um nível menor de desespero angústia por parte dos candidatos à imigração.

Ah, e já estou com os exames médicos agendados. Marquei para dia 10/03. Segundo a secretária, o médico leva uns 5 dias para inserir os dados no sistema de Ottawa, após o recebimento dos exames. Então isso ainda me deixa com algumas semanas, caso haja necessidade (bate na madeira três vezes).

Bonne chance à tous et à bientôt!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Adiando os exames

(Outra sugestão para o título do post: "Como as pessoas que estão esperando entrevista, CSQ, pedidos de exames, etc vão querer me apedrejar em praça pública por não ir embora logo")

Bom, se você acompanha o blog há algum tempo, deve ter notado que eu não estive fazendo vudu com esterco de cabra roendo as unhas de ansiedade para que o processo fosse pra frente. É claro que, sim, eu queria (e quero) que ele continue indo bem, mas sempre soube que ele demoraria eras, e não fiquei desesperado por ver os meses passando e o processo no limbo. De verdade. Tava até calmo e tranquilo.

Pois bem. Parece que minha calma e tranquilidade foram exageradas. Agora que o pedido de exames médicos chegou, muita gente está correndo para o laboratório mais próximo para se livrar desta penúltima etapa e poder aguardar ansiosamente o pedido de passaportes. Só que.. bom... eu não.

Como falei no post anterior, o pedido de exames médicos me pegou de surpresa. Até o fim do ano passado, eu achava que, na melhor das hipóteses, teria notícias do consulado entre o fim deste ano e o início do ano que vem. As pessoas me perguntavam e eu falava: "ih... só ano que vem e olhe lá". Quando vi a notícia sobre a diminuição no número de processos de imigração, achei que talvez eu tivesse notícias no meio deste ano. Mas eis que recebi meu pedido na última segunda, e toda a minha calma foi para o espaço.

Explicando melhor: como eu estava calmo e tranquilo, me comprometi com várias coisas aqui em São Paulo este ano que, se não são impossíveis de serem mudadas, serão, no mínimo, trabalhosas e me trarão algum prejuízo financeiro em caso de eu debandar. Meu plano era passar 2014 inteiro aqui, continuar juntando uma graninha e, em dezembro, picar a mula para Brasília e aguardar o fim do processo lá, chez mes parents, curtindo a vida boa e sendo mimado. Assim, além de ter tempo para finalizar tudo com tranquilidade aqui em São Paulo, eu teria alguns meses para ficar com a família e concluir as pesquisas do que fazer inicialmente (como transferir dinheiro, onde ficar lá em Montreal, etc). Estava contando ir mais ou menos em maio de 2015, achando que estaria bonitinho dentro do prazo de um ano. Rá!

Agora as coisas mudaram. A partir do momento em que eu fizer os exames (e contando que eles estejam ok, claro), terei um ano para entrar no Canadá e concluir o processo (o famoso landing). Para fazer e enviar os exames, tenho 60 dias, que já estão correndo desde o dia 27/01. Digamos que eu faça xixi no potinho no início de março e dê tudo certo. Isso significa que terei até o início de março de 2015 para entrar no Canadá, o que me faria pousar por lá ainda no inverno, sem lenço, com alguns documentos, e com algum casaquinho da C&A (sou simples, gente!) que decerto me garantiria só algumas horas de vida.

Outra possibilidade seria eu fazer logo os exames, mandar os passaportes assim que solicitado e, em algum momento entre maio e outubro deste ano, fazer o meu landing para que o prazo pare e eu já seja considerado residente permanente. Até algum tempo atrás, pelo menos, algumas pessoas faziam o landing, ficavam lá no Canadá um mês para dar entrada nos documentos e voltavam ao Brasil para finalizar pendengas, mesmo sem ter ainda a carteira de residente permanente. Daí, para voltar ao Canadá, era necessário solicitar ao consulado do Canadá no Brasil um documento de viagem que substitua a carteira de residente permanente para fins de viagem. Não sei se isso ainda é feito, não sei se há prazo mínimo ou máximo para ficar fora e nem se é só isso aí mesmo. Ainda tenho que pesquisar.

O que acho que vou fazer, no momento, é adiar os exames para o fim de fevereiro ou início de março para ganhar mais um mês de prazo. Daí depois eu vejo o que é melhor fazer. Uma coisa é certa: por mais que eu tenha entrado no processo para ir para o Canadá, nunca foi minha intenção ir de qualquer jeito. A imigração, pra mim, começa depois do landing, então não quero fazer nada no desespero pra ir logo. Ao mesmo tempo, pensar que daqui a uns três meses talvez eu já pudesse estar abraçando meu novo país... ô, vontade!!!!

À bientôt!

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Exames médicos!!!



Galera, depois de inacreditáveis 9 meses e 8 dias, recebi o pedido de exames médicos!!!! Eu já tinha quase certeza de que não escaparia desta semana, já que, no fim da semana passada, algumas pessoas de abril de 2013 já tinham alardeado que tinham recebido o e-mail com o pedido! Então, quem é de abril (e dos meses seguintes, claro), prepare-se, pois, pelo jeito, logo, logo vai chegar a sua vez!

E quer saber? Não faço ideia do que vou fazer agora hahahahaha! Tenho que pensar no que é viável ou não, e a informação concreta que tenho agora é que tenho 60 dias para fazer e enviar os exames! Então vamos lá!

À bientôt!